Ibovespa registra 7ª semana de queda; Braskem despenca
Ibovespa registra 7ª semana de queda; Braskem despenca O principal índice da B3 encerrou a sessão de 29 de maio aos 173.787,49 pontos, acumulando perda semanal de 1,37% e completando a mais longa sequência de baixas desde abril-maio de 2004.
Ibovespa registra 7ª semana de queda; Braskem despenca
A aversão ao risco global, alimentada pelos conflitos no Oriente Médio e por incertezas na política doméstica, manteve a pressão sobre o Ibovespa. Paralelamente, o dólar à vista avançou 0,29% na semana, terminando a R$ 5,0429.
No front macroeconômico, a prévia da inflação, o IPCA-15, subiu 0,62% em maio e acumulou 4,64% em 12 meses, ultrapassando o teto da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central. Para a analista Laís Costa, da Empiricus Research, a leitura pior do que o esperado “não deixa espaço para comemoração”.
O Produto Interno Bruto do primeiro trimestre de 2026 cresceu 1,1% frente ao quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima da mediana de 1,0% apontada pelas projeções. Na comparação anual, a expansão foi de 1,8%, em linha com as estimativas para o fechamento do ano.
A tensão interna aumentou após os Estados Unidos classificarem as facções Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas, medida que eleva o risco regulatório sobre ativos brasileiros. No cenário externo, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que aguarda decisão final sobre um eventual acordo com o Irã, mantendo o Estreito de Ormuz como ponto-chave das negociações, segundo a Reuters.
Entre as ações, Usiminas (USIM5) liderou os ganhos semanais, avançando 7,05%, amparada por revisões positivas de bancos após os resultados do 1T26. Cyrela (CYRE3) e Totvs (TOTS3) subiram 5,98% e 5,02%, respectivamente. Na outra ponta, Braskem (BRKM5) afundou 12,61%, seguida por Cosan (CSAN3), com queda de 11,42%, e Ultrapar (UGPA3), que recuou 9,86%.

Imagem: Liliane de Lima
A lista negativa incluiu ainda Magazine Luiza (MGLU3) e Vibra Energia (VBBR3), ambas com perdas próximas de 9%. Entre as petrolíferas, PRIO (PRIO3) cedeu 8,99%, enquanto Petrobras (PETR3) perdeu 6,82% na semana.
Apesar do leve crescimento do PIB, a combinação de inflação acima da meta, dólar firme e incerteza geopolítica mantém o mercado cauteloso. Analistas apontam que a recuperação do Ibovespa dependerá de sinais de alívio no cenário internacional e de maior clareza fiscal interna.
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















