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Ibovespa cai na Super Quarta e Vale pressiona índice

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Ibovespa cai na Super Quarta e Vale pressiona índice

Ibovespa cai na Super Quarta e Vale pressiona índice logo na abertura desta quarta-feira (29), com investidores atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além dos balanços de Vale (VALE3) e Santander (SANB11).

Ibovespa cai na Super Quarta e Vale pressiona índice

Às 10h10, o principal indicador da B3 perdia 0,60%, aos 187.492,22 pontos. A queda reflete a cautela antes da chamada “Super Quarta”, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve anunciam, quase simultaneamente, suas decisões sobre juros.

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No câmbio, o dólar à vista avançava 0,23%, cotado a R$ 4,9940, acompanhando o fortalecimento global da moeda. O índice DXY subia 0,10%, a 98.742 pontos.

O mercado local também avalia a prévia de resultados de gigantes corporativas. A Vale concentra as atenções após divulgar números que podem balizar o desempenho do minério de ferro, enquanto o Santander informa lucro em meio ao cenário de crédito ainda pressionado.

Copom e Fed no centro do radar

Os contratos de opções de Copom negociados na B3 precificam 90,5% de chance de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que passaria de 14,75% para 14,50% ao ano. Há apenas 2,5% de probabilidade de um ajuste maior, de 0,50 ponto.

A reunião será comandada pelo presidente interino Gabriel Galípolo e cinco diretores. Rodrigo Teixeira, responsável pela Diretoria de Administração, vota excepcionalmente devido ao falecimento de um familiar do titular. Duas cadeiras seguem vagas.

No exterior, o Federal Open Market Committee deve manter os Fed Funds na faixa de 3,50% a 3,75% pela terceira vez seguida, segundo a ferramenta FedWatch, que aponta 100% de probabilidade de estabilidade. Esta é a última decisão presidida por Jerome Powell, cujo mandato se encerra em 15 de maio.

Agenda macroeconômica movimentada

Antes das decisões de política monetária, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 2,73% em abril, acelerando ante 0,52% em março e superando a projeção de 2,53%. O resultado, de acordo com a Fundação Getulio Vargas, foi influenciado pelo conflito no Estreito de Ormuz, que elevou custos de energia e fretes. Dados divulgados pela Reuters destacam que o índice acumula alta de 0,61% em 12 meses.

Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para julho avançava 3,54%, a US$ 108,08 o barril, refletindo temores de oferta após o governo dos EUA sinalizar possível bloqueio dos portos iranianos. Em comentário na rede Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou que Teerã “precisa assinar um acordo rapidamente”.

Cenário político entra no cálculo

No campo político, o Senado sabatina Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal. Além disso, pesquisas Genial/Quaest mostram Tarcísio de Freitas (Republicanos) liderando a disputa pelo governo paulista contra Fernando Haddad (PT), enquanto Eduardo Paes (PSD) aparece folgado na corrida pelo Palácio Guanabara.

Com tantos elementos em jogo, analistas recomendam prudência no posicionamento de curto prazo. “A volatilidade tende a aumentar até a confirmação das taxas”, resume um operador.

Para acompanhar mais análises sobre economia e mercado financeiro, visite a editoria Brasil do Minas Informa e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli

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