Ibovespa cai e dólar encosta em R$ 5,40 no fechamento
Ibovespa cai e dólar encosta em R$ 5,40 no fechamento. O principal índice da B3 registrou queda de 0,39% nesta sexta-feira (21), aos 154.770,10 pontos, selando a quarta sessão consecutiva no vermelho e acumulando recuo semanal de 1,88%.
Pressão externa e alívio tarifário limitado
Após o feriado local, os investidores brasileiros voltaram ao pregão refletindo a aversão a risco vista na véspera no exterior. Ainda assim, a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu tarifas de 40% sobre 238 produtos agrícolas do Brasil — entre eles café, carne bovina e frutas — trouxe algum fôlego ao setor exportador. Segundo estimativas do Goldman Sachs, os itens isentos representam 10% das exportações brasileiras para os EUA. Mesmo com a medida, o vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin, calculou que 22% dos embarques seguem sujeitos ao sobretaxa.
Destaques corporativos do dia
No Ibovespa, a CVC (CVCB3) liderou as perdas e despencou mais de 7% diante da valorização do dólar e da alta nos juros futuros. Entre os blue chips, bancos oscilaram sem direção única em meio ao debate sobre novos aportes ao Fundo Garantidor de Crédito. Petrobras (PETR3; PETR4) recuou acompanhando o Brent, que cedeu 1,29% a US$ 62,56 o barril, influenciado por especulações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. Já Vale (VALE3) avançou levemente na contramão do minério de ferro, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) e Azzas 2154 (AZZA3) ficaram entre as maiores altas.
Dólar e cenário internacional
O dólar à vista subiu 1,18%, fechado a R$ 5,4015, somando valorização semanal de 1,97% frente ao real. A moeda refletiu o ganho de força global diante da expectativa de novos cortes de juros pelo Federal Reserve, que impulsionou as bolsas norte-americanas. Em Wall Street, Dow Jones avançou 1,08%, S&P 500 ganhou 0,98% e Nasdaq subiu 0,88%. Na Europa, o Stoxx 600 cedeu 0,33%, enquanto na Ásia o Nikkei recuou 2,40% e o Hang Seng perdeu 2,38%.
Perspectivas
Analistas seguem atentos à trajetória dos juros nos EUA e ao impacto da desoneração parcial sobre as exportações brasileiras. A persistência do dólar acima de R$ 5,40 mantém a cautela, sobretudo nos setores dependentes de insumos importados.

Imagem: Liliane de Lima
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















