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IA no cinema revoluciona produções e corta custos na Índia

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IA no cinema revoluciona produções e corta custos na Índia

IA no cinema revoluciona produções e corta custos na Índia ao permitir que cineastas indianos filmem longas-metragens quase inteiros com algoritmos, reduzindo em até 85% o orçamento tradicional de Bollywood.

IA no cinema revoluciona produções e corta custos na Índia

O diretor indiano Vivek Anchalia ilustrou o novo momento do cinema indiano ao lançar “Naisha”, drama romântico de 75 minutos em que 95% das imagens foram geradas por ferramentas como Midjourney, enquanto o ChatGPT auxiliou na criação de vozes, diálogos e estrutura narrativa. O projeto levou pouco mais de um ano e custou menos de 15% do valor habitual para uma produção similar.

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Anchalia afirma que a IA o libertou da dependência dos grandes estúdios: “Por que esperar aprovação se posso filmar do meu jeito?”. A protagonista virtual tornou-se tão popular que ganhou contrato publicitário com uma joalheria de Hyderabad, evidenciando como personagens digitais já movimentam receita fora das telas.

A adesão à inteligência artificial cresce em um mercado que produz mais filmes por ano do que Hollywood. Enquanto roteiristas e atores norte-americanos travaram greve contra algoritmos, Bollywood recorre à tecnologia para rejuvenescer astros veteranos, clonar vozes em vários idiomas, pré-visualizar cenas e baratear projetos independentes.

Exemplo disso é o épico “Ajayante Randam Moshanam”, de Jithin Laal, que utilizou IA para criar storyboards complexos e agilizar o trabalho de efeitos visuais. Já o cineasta Arun Chandu produziu o sci-fi “Gaganachari” com orçamento menor que o de um casamento médio na Índia. Sem os algoritmos, o lançamento teria sido adiado.

Mesmo celebrada, a tecnologia enfrenta críticas. Nomes como Shekhar Kapur alertam que a IA “não sente medo, amor ou mistério”, enquanto o diretor Guhan Senniappan aponta limitações culturais, já que bases de dados ocidentais geram resultados estranhos para mitologias locais. A ausência de legislação específica também preocupa: não há regras claras sobre uso de imagem, voz ou direitos póstumos, como destacou a advogada Anamika Jha.

No Ocidente, o rejuvenescimento digital de Tom Hanks gerou polêmica. Na Índia, porém, a técnica foi bem-recebida com o ator Mammootty, de 73 anos, aparecendo com aparência de 30 em “Rekhachithram”, blockbuster de 2025. O colega Sathyaraj resume o consenso local: “Se a IA prolonga minha carreira em uma indústria que discrimina idade, por que não?”.

Para especialistas, os algoritmos devem ser vistos como ferramentas, não substitutos. O diretor Srijit Mukherji, que recriou vozes de artistas falecidos com autorização das famílias, defende que roteiro, estética e julgamento final continuam humanos, mas a automação viabiliza ideias antes impraticáveis. Um relatório do The Guardian reforça que a Índia lidera essa curva de adoção no setor audiovisual.

Em oficinas de cinema, Chandu desafia alunos a rodar dois curtas: um com IA e outro tradicional. O veredicto se repete: o filme algorítmico é mais rápido e barato, porém o artesanal costuma ser mais refinado. A coexistência dos métodos tende a moldar o futuro das telas.

No curto prazo, a combinação de criatividade humana e poder computacional aponta para um novo padrão de produção, distribuição e até de marketing de personagens virtuais. A discussão sobre ética e direitos deve correr para acompanhar essa aceleração tecnológica.

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Crédito da imagem: Fatos Desconhecidos

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