Hospital Júlia Kubitschek adota retalhos microcirúrgicos no SUS
Hospital Júlia Kubitschek adota retalhos microcirúrgicos no SUS, ampliando as opções de reconstrução para pacientes com feridas complexas, traumas graves e sequelas de queimaduras atendidos pela Rede Fhemig.
Hospital Júlia Kubitschek adota retalhos microcirúrgicos no SUS
O Hospital Júlia Kubitschek (HJK), em Belo Horizonte, passou a empregar a técnica de retalhos microcirúrgicos — procedimento que já integra a rotina do Hospital João XXIII — para reparar tecidos em casos de alta complexidade. A estratégia consiste em retirar pele, gordura ou músculo do próprio paciente, preservando vasos sanguíneos, e transplantar esse material para a região lesionada. Com auxílio de lupas ou microscópio cirúrgico, os vasos são reconectados, garantindo vascularização e acelerando a cicatrização.
A cirurgiã plástica Vivian Lemos, responsável pela implantação do método no HJK, relata que o primeiro caso envolveu a reconstrução de partes moles de um membro inferior, em parceria com a ortopedia, preparando terreno para futura consolidação óssea. “Planejamos e executamos tudo em poucos dias graças ao suporte do bloco cirúrgico e da enfermagem”, afirma.
Entre os próximos passos, a unidade pretende estender a microcirurgia a reconstruções mamárias e ao tratamento de sequelas de queimaduras. Segundo Vivian, o avanço também fortalece a formação dos residentes de cirurgia plástica, que passam a dominar uma ferramenta essencial no cuidado de vítimas de trauma.
Para Cláudia Andrade, diretora-geral do Complexo Hospitalar de Especialidades (CHE), a chegada do recurso representa “uma estratégia revolucionária” na rede pública. Ela explica que, antes, muitos pacientes poderiam perder membros por falta de alternativa adequada. “Agora, com infraestrutura, equipe multiprofissional e equipamentos específicos, conseguimos oferecer mais qualidade de vida e evitar desfechos traumáticos”, completa.
A adoção da técnica segue tendência mundial; estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que a microcirurgia eleva em até 90% a taxa de sucesso em reconstruções complexas quando comparada a métodos convencionais.

Imagem: Internet
No contexto estadual, a Fhemig reforça que a integração entre especialidades — cirurgia plástica, ortopedia, anestesiologia e enfermagem — foi determinante para a inclusão do serviço. A expectativa é ampliar significativamente a oferta de procedimentos a usuários do SUS em Minas Gerais ainda neste ano.
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Crédito da imagem: Arquivo HJK















