Hemodiálise em Minas Gerais ganha 11 novas unidades
Hemodiálise em Minas Gerais ganha 11 novas unidades com a ampliação da rede pública anunciada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), iniciativa que promete diminuir os longos deslocamentos de quem depende do tratamento contínuo contra a doença renal crônica.
Hemodiálise em Minas Gerais ganha 11 novas unidades
A SES-MG confirmou que o estado conta, hoje, com 90 centros de hemodiálise em atividade. Desde o início da atual gestão, quatro novos serviços foram implantados, e o investimento total já ultrapassa R$ 31,2 milhões. A expansão fortalece a Atenção Especializada e leva o atendimento a regiões antes consideradas vazios assistenciais.
Segundo a pasta, em 2025 cerca de 14 mil pessoas realizaram hemodiálise em Minas Gerais. Para reduzir o tempo de viagem desses pacientes, 11 unidades serão criadas em Guanhães, Piumhi, Cássia, Águas Formosas, Nanuque, Além Paraíba, Serro, Taiobeiras, Lagoa da Prata, São João Nepomuceno e Vespasiano. Nos municípios de João Pinheiro e São Gotardo o serviço já está funcionando.
“Trata-se de um tratamento que exige frequência e impõe rotina difícil. Aproximar o serviço garante mais qualidade de vida e dignidade”, afirmou o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti.
A expansão virá acompanhada de programas de qualificação. A coordenadora de Serviços de Saúde da SES-MG, Luciene Pena Carvalho, destacou que profissionais capacitados adotarão um olhar técnico e padronizado durante as inspeções, elevando a segurança dos pacientes.
Para entender a relevância do procedimento, a Sociedade Brasileira de Nefrologia explica que a hemodiálise substitui funções dos rins filtrando o sangue três vezes por semana, em média. Viagens extensas agravam o cansaço de quem já lida com a doença, cenário que o governo mineiro espera mudar.

Imagem: Internet
O aposentado Geraldo Amaral, 58, ilustra o impacto: antes percorria quatro horas até Diamantina para cada sessão; agora realiza o tratamento a poucos minutos de casa em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. “Minha rotina mudou muito e passo mais tempo com a família”, relata.
Com a nova rede, a prioridade é atender microrregiões ainda carentes, equilibrando o acesso ao tratamento renal em todo o território mineiro.
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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais















