Hapvida recompra de ações após queda de 43% na Bolsa
Hapvida recompra de ações após queda de 43% na Bolsa é a resposta do grupo de saúde ao mergulho de seus papéis nesta quinta-feira (13), quando HAPV3 encerrou o pregão a R$ 18,59, recuo de 43,12% após a divulgação de um balanço do 3T25 considerado fraco por analistas.
Programa prevê até 70 milhões de papéis em 18 meses
Em fato relevante, a companhia informou ter substituído o plano de 14 de outubro por um novo programa que autoriza a recompra de até 70 milhões de ações. O prazo é de 18 meses, contados a partir de hoje, e as operações ocorrerão na B3, a preços de mercado, por meio de intermediários autorizados. A diretoria estatutária definirá o momento e a quantidade de cada compra, buscando, segundo a empresa, “maximizar a geração de valor aos acionistas por meio de uma gestão mais eficiente de capital”.
Balanço mostrou lucro, mas operação perdeu força
No terceiro trimestre, a Hapvida registrou lucro líquido de R$ 338 milhões, alta anual de 4,1%. O resultado operacional, porém, decepcionou: o Ebitda ajustado encolheu 2,1%, para R$ 746,4 milhões, e houve queima de caixa livre de R$ 51,9 milhões. A receita líquida subiu 6%, totalizando R$ 7,8 bilhões, enquanto a sinistralidade avançou 1,4 ponto, atingindo 75,2%, reflexo do aumento de atendimentos médicos.
O BTG Pactual classificou os números como “muito fracos”, destacando a combinação de sinistralidade maior, fluxo de caixa negativo, crescimento orgânico aquém do previsto e despesas administrativas mais elevadas. Para o banco, esses fatores elevaram o risco da tese de investimento na operadora.
Mercado monitora impacto e governança
A recompra costuma ser interpretada como um sinal de confiança da administração na própria avaliação de mercado. Para investidores, o movimento pode ajudar a conter a volatilidade e sustentar a cotação, especialmente após uma queda tão acentuada. De acordo com o manual de recompra da B3, empresas que recompram seus papéis reduzem o número de ações em circulação, o que tende a elevar o lucro por ação no longo prazo.

Imagem: Kaype Abreu
Analistas, contudo, ressaltam que o sucesso do programa dependerá da melhora dos fundamentos operacionais. Na prática, o mercado seguirá atento à evolução da sinistralidade, à retomada do fluxo de caixa e à disciplina de custos, pontos considerados críticos no último balanço.
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Crédito da imagem: Facebook/Hapvida















