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Hanseníase: Minas lança testes moleculares inéditos

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Hanseníase: Minas lança testes moleculares inéditos

Hanseníase: Minas lança testes moleculares inéditos na rede pública de saúde estadual, impulsionando o diagnóstico precoce por meio dos primeiros exames moleculares oferecidos pelo Sistema Único de Saúde em Minas Gerais. A iniciativa, executada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) durante o Janeiro Roxo, marca um avanço no enfrentamento da doença, que ainda registra mais de mil casos notificados anualmente no estado.

Diagnóstico mais rápido e preciso

A Funed recebeu kits do Ministério da Saúde para realizar, inicialmente, mais de 280 testes moleculares, com capacidade de chegar a 500 exames até 2026. A tecnologia reduz o tempo de resposta porque as amostras passam a ser processadas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), dispensando o envio para laboratórios de referência de outros estados.

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Segundo Fábio Baccheretti, secretário de Estado de Saúde, o diagnóstico antecipado é decisivo para interromper a cadeia de transmissão e evitar sequelas. Ele reforça que qualquer pessoa com manchas, perda de sensibilidade ou feridas que não cicatrizam deve procurar a unidade básica de saúde, onde o tratamento é gratuito e inicia no mesmo dia da confirmação.

Reforço na rede de cuidados

Com índices de detecção historicamente abaixo da média nacional – 1.294 casos em 2024 e 1.080 em 2025 – Minas Gerais aposta na Atenção Primária, na capacitação das equipes municipais e na busca ativa de contatos de pacientes. O Plano Estadual de Enfrentamento da Hanseníase prevê monitoramento contínuo dos indicadores, respeitando as particularidades regionais.

Carmem Dolores Faria, chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da Funed, destaca que a hanseníase é complexa e muitas vezes subdiagnosticada. “Com os testes moleculares, consolidamos Minas como referência no apoio laboratorial à doença”, afirma.

Informação para combater o estigma

Além dos desafios clínicos, o estigma associado à hanseníase ainda afasta pacientes dos serviços de saúde. O dermatologista e hansenologista Yargos Rodrigues Menezes salienta que informação de qualidade contribui para derrubar preconceitos e evitar danos irreversíveis. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o tratamento adequado interrompe a transmissão logo após a primeira dose da poliquimioterapia, que dura de seis a 12 meses.

Para seguir atualizado sobre ações de saúde pública em Minas, visite nossa seção Brasil e acompanhe as próximas reportagens.

Crédito da imagem: Agência Minas

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