Haddad defende cooperação com EUA sem subordinação
Haddad defende cooperação com EUA sem subordinação para combater o crime organizado, destacou o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), em entrevista divulgada neste sábado, 6 de junho de 2026.
Prioridade é enfrentar o crime organizado
Ao participar do podcast 3 Irmãos, Haddad afirmou que a parceria com os Estados Unidos é “essencial”, pois parte do dinheiro lavado pelo crime brasileiro circula em bancos norte-americanos e grande parte das armas que abastecem facções entra no país a partir do território dos EUA. “Precisamos encontrar um jeito de cooperar com eles. O que não podemos é subordinar o interesse nacional brasileiro ao interesse nacional americano”, declarou.
O petista acrescentou que essa cooperação deve ocorrer em níveis de inteligência financeira e policiamento de fronteiras, porém sob a ótica da soberania. Para sustentar a importância de acordos internacionais no combate a organizações criminosas, Haddad citou estatísticas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que apontam o Brasil como rota estratégica para o tráfico de armas e de drogas na América do Sul.
Crítica à gestão estadual atual
Haddad responsabilizou o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por “sabotar” iniciativas federais voltadas à segurança pública, como a tramitação da PEC da Segurança Pública e a lei Antifacção. “O erro de São Paulo foi não liderar cooperativamente com a União o combate ao crime organizado”, disse.
Comprometendo-se a mudar esse cenário, o pré-candidato prometeu, se eleito, sentar “logo no primeiro dia” com o presidente da República para inserir um capítulo sobre segurança pública na Constituição Federal. “A educação tem, a seguridade social tem, o esporte tem, a cultura tem, e a segurança não tem”, argumentou.

Imagem: Estadão Cteúdo
O ex-ministro lembrou que, como gestor, pretende fortalecer mecanismos de rastreamento de recursos ilícitos e ampliar operações conjuntas entre forças estaduais e federais, sempre “respeitando a autonomia do Brasil”.
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Crédito da imagem: Pedro Pereira/Market Makers
















