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Guerra: filósofo questiona glorificação da violência

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Guerra: filósofo questiona glorificação da violência

Guerra: filósofo questiona glorificação da violência é o ponto central de um ensaio assinado pelo professor Armando Sérgio Mercadante, que recupera reflexões de Jacques Maritain para criticar a persistência de conflitos armados em pleno século XXI.

Crítica à “indústria de mortes por atacado”

Baseando-se nas palavras de Maritain escritas antes da Segunda Guerra Mundial, Mercadante define os conflitos atuais como “indústria de mortes por atacado” voltada a interesses de grupos poderosos. Ele ressalta que, diante de crises de fome, falta de moradia e lacunas na educação, investir em armas torna-se “um escândalo intolerável”.

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Guerras antigas x guerras contemporâneas

O autor reconhece que, em épocas passadas, os costumes eram mais violentos e as leis menos racionais. Para ele, porém, hoje não há justificativa lógica para recorrer a combates que classifica como “indesculpáveis, ilógicos e contraditórios”.

Citações que exaltam a violência

Mercadante lembra frases históricas que exaltam as batalhas, como a de Heráclito — “A guerra é a mãe de todas as coisas” — e de Hegel — que comparou conflitos a ventos que purificam os mares. Anatole France também é citado ao temer que o fim das guerras leve junto as virtudes militares. Para o professor, tais visões derivam do princípio maquiavélico de que “os fins justificam os meios”.

Risco de um novo confronto global

O ensaísta alerta para a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, impulsionada por um suposto renascimento do colonialismo. Relatórios recentes da Organização das Nações Unidas apontam aumento nas tensões geopolíticas e nos gastos militares, reforçando o temor de consequências desastrosas.

No encerramento, Mercadante apela a autoridades e cidadãos para que priorizem políticas de paz, educação e desenvolvimento social, encerrando com o pedido: “Que Deus nos proteja!”.

Quer entender mais sobre conflitos e seus impactos no país? Leia também nossa análise em Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Armando Sérgio Mercadante

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