Grok do Elon Musk integra rede do Pentágono este mês
Grok do Elon Musk integra rede do Pentágono este mês, segundo anunciou Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos. O chatbot da xAI passará a operar dentro das redes militares como parte da estratégia de ampliar o uso de inteligência artificial nas Forças Armadas.
Grok do Elon Musk integra rede do Pentágono este mês
Em discurso realizado na sede da SpaceX, no sul do Texas, Hegseth detalhou que o Grok trabalhará ao lado do mecanismo de IA generativa do Google já em uso no Departamento de Defesa. A iniciativa prevê conectar os principais modelos classificados e não classificados a bancos de dados militares acumulados em duas décadas de operações de inteligência.
O secretário afirmou que “a IA do Pentágono não será politicamente correta”, descartando restrições ideológicas que possam limitar aplicações militares. A declaração marca ruptura em relação ao plano divulgado no fim de 2024 pela administração Biden, que proibia usos potencialmente violadores de direitos civis ou a automação do lançamento de armas nucleares.
Apesar da polêmica, o Grok deve ser incorporado ainda em fevereiro. Hegseth enfatizou que informações táticas, relatórios de missão e dados de sensores serão compartilhados com a ferramenta, permitindo análises mais rápidas em cenários de combate.
A decisão ocorre enquanto o chatbot de Elon Musk enfrenta banimentos e investigações por gerar imagens sexualizadas de mulheres e crianças sem consentimento. Malásia e Indonésia bloquearam o acesso, e o regulador britânico de segurança online abriu inquérito contra a rede X. No Brasil, o Idec solicitou suspensão da ferramenta por possíveis violações de direitos de crianças e adolescentes.
Questionado pela agência Associated Press sobre o uso da IA em meio às denúncias, o Pentágono não respondeu. Já a xAI impôs limite parcial à geração de imagens, exigindo assinatura paga, medida que especialistas apontam ser contornável.

Imagem: Algi Febri Sugita
Hegseth reiterou que não utilizará modelos que “não permitam travar guerras”, indicando mudança de rumo em relação à política anterior. O secretário defendeu que a adoção de IA é “indispensável” para manter vantagem tecnológica e acelerar processos de tomada de decisão em campo.
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Crédito da imagem: Pentágono/Divulgação















