Graminha Juiz de Fora: moradores derrubam contenção
Graminha Juiz de Fora: moradores derrubam contenção na Avenida Joaquim Vicente Guedes e reabrem a via após dias de isolamento causado pelos deslizamentos de terra que atingem a Zona Sul desde 24 de fevereiro.
Graminha Juiz de Fora: moradores derrubam contenção
Moradores revoltados arrancaram, no início da noite desta quarta-feira (4), as barras instaladas pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para interditar o principal acesso ao bairro Graminha. A ação ocorreu depois de sucessivas tentativas de liberação temporária que, segundo a população, nunca ofereciam solução definitiva para o transporte público e o deslocamento de emergência.
O bairro, limitado a duas entradas – a própria Avenida Joaquim Vicente Guedes e a Estrada União-Indústria – permanece parcialmente isolado desde os fortes temporais que provocaram deslizamentos no fim de fevereiro. Com as interdições, a linha de ônibus faz trajeto encurtado, deixando trabalhadores a pé ou dependentes de trilhas improvisadas.
Moradora de 24 anos, Maria Fernanda da Cruz Nunes relata que máquinas particulares chegaram a retirar terra, mas novos escorregamentos mantiveram a restrição. “Ficamos sem ônibus, sem orientação e sem alternativa para sair ou entrar”, afirmou.
André Medeiros, 36, reforça o clima de insegurança: “Abrimos a via porque ninguém apareceu para explicar o que fazer em urgências. O risco persiste e não há UBS nem supermercado aqui”. Já André Luis Fernandes, 47, diz que somente pedestres e motociclistas conseguem passar depois que a Guarda Municipal recolocou parte da barreira.
Em nota, a PJF justificou que as interdições são preventivas, pois ainda existem riscos estruturais no talude. A liberação definitiva dependerá de novas análises técnicas, e as atualizações continuam nos canais oficiais e no aplicativo Cittamobi. Medidas emergenciais, como transporte alternativo para moradores, não foram detalhadas.

Imagem: Internet
Especialistas da Agência Brasil recomendam que a população evite áreas com risco de escorregamento, mesmo sob pressões econômicas, até a conclusão de laudos de estabilidade.
Enquanto aguarda soluções, a comunidade do Graminha pede, sobretudo, informação clara, ônibus de menor porte e cronograma de obras de contenção que permitam retomar a rotina com segurança.
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Crédito da imagem: Tribuna de Minas















