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Governo de Minas anuncia fim do Hospital Colônia de Barbacena

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Encerramento marca fim de um dos capítulos mais sensíveis da saúde mental no Brasil

O Governo de Minas Gerais anunciou o fechamento definitivo do antigo Hospital Colônia de Barbacena, estrutura historicamente associada a graves violações de direitos humanos no tratamento de pessoas com transtornos mentais. A decisão foi confirmada nesta segunda-feira (27), durante visita do governador Mateus Simões ao município, localizado na região do Campo das Vertentes.

A desativação será concluída com a transferência dos últimos 12 pacientes ainda internados no local para uma nova unidade de saúde municipal. Segundo o governo, o processo deve ocorrer já no próximo mês, em articulação com a prefeitura e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais.

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Transição encerra modelo antigo de assistência psiquiátrica

Ao longo do século 20, o Hospital Colônia ficou conhecido nacionalmente como símbolo de práticas desumanas no atendimento psiquiátrico. Nos últimos anos, a estrutura já havia passado por mudanças e deixou de funcionar como hospital tradicional, operando como Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHBP), com foco em cuidado mais humanizado. O espaço também abriga o Museu da Loucura, que preserva a memória desse período.

De acordo com o governador, a medida representa o encerramento definitivo desse ciclo histórico. “Vamos colocar um ponto final nessa fase da história. As últimas pessoas internadas serão transferidas para instituições mais adequadas, dentro de uma lógica moderna de cuidado”, afirmou.

Os pacientes que ainda permanecem no local, segundo informações oficiais, não possuem vínculos familiares, apresentam limitações de comunicação e demandam acompanhamento contínuo e especializado.


Nova unidade amplia acesso à saúde básica

Durante a agenda em Barbacena, o governo também apresentou avanços na estrutura de saúde do município. Uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS), no bairro Grogotó, está com cerca de 99% das obras concluídas. O investimento ultrapassa R$ 2,8 milhões e a unidade deve ampliar significativamente a capacidade de atendimento.

A nova UBS terá potencial para atender entre 2 mil e 4,5 mil pessoas por mês, com três equipes de Saúde da Família. A estrutura inclui sala de vacinação, área de triagem, consultórios multiprofissionais e atendimentos especializados, como ginecologia e odontologia.

Outras duas unidades também estão em fase final de construção nos bairros Monte Mário e Nova Cidade, somando mais de R$ 5 milhões em recursos estaduais.


Investimentos reforçam rede de saúde no município

Entre 2019 e 2025, Barbacena recebeu mais de R$ 22,8 milhões em investimentos voltados à atenção primária, incluindo construção, reforma e manutenção de unidades de saúde.

O município conta com uma rede hospitalar estruturada, com 167 leitos, sendo 96 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esses atendimentos estão distribuídos entre instituições como a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Ibiapaba e o Hospital Regional de Barbacena.

Além disso, a cidade é referência em serviços especializados, como o Centro de Tratamento de Queimados, e integra a política estadual de transplantes. O atendimento de urgência é garantido pelo Samu 192, que atende uma população superior a 130 mil habitantes.


Programa leva governo ao interior e reforça descentralização

A visita do governador integra o programa “Governo Presente”, que promove a transferência simbólica da capital mineira para cidades do interior. Nesta semana, Barbacena assume esse papel, recebendo agendas institucionais, anúncios e prestação de serviços à população.

A iniciativa prevê a passagem por 19 municípios até junho, com o objetivo de aproximar o poder público das demandas regionais e fortalecer a atuação descentralizada do Estado.


Marco histórico para a saúde mental brasileira

O fechamento definitivo do antigo Hospital Colônia representa mais do que uma mudança administrativa. A medida simboliza o avanço de um novo modelo de cuidado em saúde mental, baseado na humanização, na inclusão e no respeito aos direitos dos pacientes.

Ao encerrar as atividades do espaço, o governo busca consolidar uma transição histórica, alinhada às diretrizes modernas de saúde pública e ao compromisso de não repetir erros do passado.

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