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Golpe do abate de porcos: EUA apreendem US$ 15 bi em bitcoin

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Golpe do abate de porcos: EUA apreendem US$ 15 bi em bitcoin

Golpe do abate de porcos: EUA apreendem US$ 15 bi em bitcoin marcou a maior captura de criptomoedas da história americana, com 127.000 BTC ligados ao Prince Group, do Camboja, sendo confiscados pelo Departamento de Justiça (DOJ).

Golpe do abate de porcos: EUA apreendem US$ 15 bi em bitcoin

Segundo documentos oficiais, os bitcoins foram rastreados até Chen Zhi, apontado como líder do esquema de “abate de porcos”, fraude que convence vítimas a investir em plataformas cripto controladas pelos golpistas. Desde 2015, o grupo teria criado ao menos dez zonas econômicas fictícias para atrair investidores, combinando trabalho forçado, suborno de autoridades e violência contra funcionários.

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Além dos valores desviados, parte do dinheiro ilícito financiou bens de luxo, como iates, jatos particulares e obras de arte de Picasso. Para ocultar a origem dos recursos, os criminosos direcionaram milhões de dólares para operações de mineração, transformando capital lavado em bitcoin recém-minerado. A agência Reuters aponta a Lubian Mining Pool, que chegou a representar 6% do poder de processamento global, como peça-chave do processo de lavagem.

A Lubian afirmou ter sido vítima de roubo de 127.426 BTC em dezembro de 2020, encerrando suas atividades no ano seguinte. As moedas ficaram inativas por três anos, ressurgindo em julho de 2024, semanas antes da ação internacional que levou à apreensão recorde.

O confisco de 127.000 BTC reabre o debate no Congresso dos EUA sobre a criação de uma Reserva Estratégica de Bitcoin. A proposta, defendida pela senadora Cynthia Lummis e endossada informalmente pelo presidente Donald Trump, prevê que o governo retenha criptomoedas apreendidas para fortalecer o patrimônio nacional. Caso aprovada, esta seria a primeira vez que lucros de atividades criminosas se converteriam em ativos estratégicos para o país.

Enquanto o destino final dos bitcoins não é definido, especialistas em regulação acompanham possíveis leilões ou a incorporação dos ativos ao Tesouro. O DOJ ainda avalia se parte das moedas poderá ser devolvida a vítimas reconhecidas pelo esquema.

Para acompanhar desdobramentos e outras análises sobre o universo cripto, visite nossa seção de economia e mercado e continue informado.

Crédito da imagem: REUTERS/Dado Ruvic

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