Giorgio Armani morre aos 91 anos e deixa império global
Giorgio Armani morre aos 91 anos e deixa império global Giorgio Armani, arquiteto da elegância descontraída que levou o “made in Italy” ao topo do prêt-à-porter mundial, faleceu nesta quinta-feira em sua casa, informou a grife que leva seu nome.
Giorgio Armani morre aos 91 anos e deixa império global
Recuperando-se de uma doença não revelada, o estilista já havia se ausentado dos desfiles de junho e preparava um grande evento para comemorar os 50 anos de sua marca durante a próxima Milan Fashion Week. A despedida encerra uma trajetória iniciada em 1975, quando Armani e o parceiro Sergio Galeotti venderam um Fusca por US$ 10 mil para lançar uma coleção masculina.
O criador ganhou notoriedade com o paletó sem forro, calças de caimento fluido e uma paleta urbana que redefiniu a alfaiataria nos anos 1970. Suas peças vestiram executivos de Wall Street, astros de Hollywood e influenciaram produções como “American Gigolo” (1980), que projetou Richard Gere e consolidou a grife no cinema. Ao longo da carreira, Armani assinou figurinos para mais de 200 filmes e conquistou passagens memoráveis pelo tapete vermelho, de Sean Penn a Anne Hathaway.
Segundo estimativa da Forbes, o império Armani supera US$ 10 bilhões e engloba roupas, acessórios, perfumes, decoração, publicações e até chocolates. O grupo soma mais de 600 lojas em 60 países, sete polos industriais e cerca de 9 mil funcionários, metade deles mulheres em cargos executivos.
Além da moda, o designer controlava bares, restaurantes, duas unidades hoteleiras — Dubai (2009) e Milão (2010) — e o time de basquete EA7 Emporio Armani Milano. Nascido em 11 de julho de 1934, em Piacenza, norte da Itália, o ex-aspirante a médico também se destacou em ações humanitárias, tornando-se em 2002 embaixador da ONU para refugiados e apoiador de campanhas contra a AIDS.
Imagem: Colleen Barry The Associa
Sem filhos, o estilista enxergava a sucessão nas mãos da sobrinha Silvana Armani, responsável pela linha feminina, e de Leo Dell’Orco, diretor de moda masculina. Galeotti, cofundador da grife, morreu em 1985.
A morte de Giorgio Armani encerra um capítulo essencial da história da moda, mas seu legado de elegância funcional permanece como referência para criadores e consumidores. Continue acompanhando os principais fatos do país em nossa editoria de Brasil.
Crédito da imagem: Globalnews.ca














