Gestores preveem derrota de Lula em 2026 e mercado reage
Gestores preveem derrota de Lula em 2026 e mercado reage a partir da análise de três casas que, juntas, administram cerca de R$ 180 bilhões. Durante a conferência XP Expert, especialistas afirmaram que o mercado financeiro pode estar subestimando a chance de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser superado nas urnas.
Gestores preveem derrota de Lula em 2026 e mercado reage
João Landau, da Vista Capital, avaliou que o cenário eleitoral está mais apertado do que sugerem as pesquisas tradicionais. Ele citou o último levantamento Datafolha, divulgado na sexta-feira, que mostra Lula com 48% contra 43% de Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno. Para o gestor, a diferença de cinco pontos esconde um “empate técnico” quando se consideram abstenção elevada, votos nulos em alta — sobretudo em São Paulo — e o comportamento dos indecisos, que, historicamente, migram para candidatos de direita.
“Tenho mais confiança de que o Lula perde do que o próprio mercado”, afirmou Landau. Ele acrescentou que o teto eleitoral do petista é menor do que se imagina e que a disputa deve ganhar novos ingredientes caso nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santaos, do movimento Missão, avancem como alternativas à direita. Segundo o gestor, movimentos como o MBL podem mobilizar eleitores e tornar a corrida ainda mais volátil.
Ruy Alves, da Kinea, corrobora a visão de incerteza, mas alerta para desafios estruturais que ultrapassam o resultado das urnas. “Se Flávio Bolsonaro ganhar, isso não resolve automaticamente os problemas”, disse. Para ele, sem planejamento consistente e base de apoio no Congresso, qualquer governo enfrentará um “terreno econômico delicado”, inclusive o risco de um evento de dívida antes mesmo da eleição.
O debate mostra como o processo eleitoral já influencia precificação de ativos. Parte do mercado começa a recalibrar suas apostas à medida que dados como o do instituto Datafolha são confrontados com análises qualitativas dos gestores.

Imagem: Renan Dantas
No curto prazo, a percepção é de que volatilidade deve aumentar, exigindo do investidor atenção redobrada a indicadores políticos e fiscais. No longo prazo, o desafio será endereçar reformas que sustentem o crescimento, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.
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Crédito da imagem: Paulo Barreto















