General russo baleado: vice-chefe da GRU é atingido em Moscou
General russo baleado, o tenente-general Vladimir Alekseyev, de 64 anos, foi ferido a tiros na manhã desta sexta-feira em um prédio residencial na zona noroeste de Moscou, informou a porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko.
General russo baleado: vice-chefe da GRU é atingido em Moscou
Segundo Petrenko, um agressor não identificado disparou várias vezes contra o primeiro vice-chefe da Direção Principal de Inteligência do Exército russo (GRU). Alekseyev foi socorrido e segue hospitalizado. O atacante, que se apresentou como entregador, atirou no oficial no pé e no braço ainda na escadaria; durante a tentativa de desarmá-lo, atingiu também o tórax antes de fugir, relatou o jornal comercial Kommersant.
O presidente Vladimir Putin foi imediatamente informado. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que as agências de segurança “devem reforçar a proteção de altos comandantes” em meio ao conflito com a Ucrânia. A chancelaria ucraniana não comentou o episódio. Já o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, classificou o ataque como “ato terrorista destinado a sabotar as negociações de paz” e atribuiu responsabilidade a Kiev.
A investida ocorre um dia após o encerramento, em Abu Dhabi, de duas rodadas de conversas envolvendo representantes russos, ucranianos e norte-americanos sobre a guerra, chefiadas pelo superior direto de Alekseyev, o almirante Igor Kostyukov. Em outras ocasiões, Moscou também ligou Kiev a assassinatos de oficiais de alto escalão: em dezembro passado, o tenente-general Fanil Sarvarov morreu em um carro-bomba, e, em abril, o também tenente-general Yaroslav Moskalik foi morto por explosivo plantado em seu veículo.
Alekseyev construiu carreira destacada na GRU desde 2011. Condecorado como Herói da Rússia por sua atuação na Síria, ele apareceu em junho de 2023 conversando com Yevgeny Prigozhin durante o motim do grupo Wagner. O general figura em listas de sanções dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia por suposta ingerência na eleição norte-americana de 2016 e ligação com o envenenamento de Sergei Skripal, em 2018.
Especialistas veem o caso como parte de uma escalada de ações clandestinas. “Há um padrão parecido em ataques anteriores, o que sugere operação externa”, avaliou o analista militar Alexander Golts, em entrevista à agência Reuters.

Imagem: the Russian Defense Ministry Press Servi
Enquanto autoridades russas prometem identificar o atirador, a segurança de figuras estratégicas volta ao centro do debate em Moscou. A investigação foi aberta por tentativa de homicídio e posse ilegal de arma de fogo.
O ataque ao vice-chefe da GRU reforça a tensão já elevada entre Rússia e Ucrânia e lança dúvidas sobre o futuro das negociações de paz. Para acompanhar a repercussão política e militar deste caso, confira outras notícias na editoria Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















