Acidente doméstico reacende alerta sobre segurança infantil na cozinha; criança foi transferida em estado grave para o HPS João XXIII, em BH
Divinópolis, MG — Um grave acidente doméstico ocorrido nesta semana comoveu moradores da cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Um menino de apenas 1 ano e meio sofreu queimaduras de segundo grau em aproximadamente 30% do corpo após puxar uma panela com água fervente de cima do fogão. O caso aconteceu dentro da residência da família e reacende o alerta sobre os riscos à segurança de crianças em ambientes domésticos.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a criança estava na cozinha quando se apoiou no fogão, conseguindo alcançar a alça de uma panela que estava com água quente. O líquido derramou sobre o menino, atingindo principalmente o tórax, abdômen e membros superiores.
Diante da gravidade das lesões, o menino recebeu os primeiros socorros na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local, sendo posteriormente transferido por helicóptero do Corpo de Bombeiros para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, referência no tratamento de queimaduras em Minas Gerais. O transporte aéreo foi realizado para garantir agilidade no atendimento especializado e preservar a vida da vítima.
De acordo com a assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o quadro de saúde do menino é considerado grave, porém estável. Ele permanece internado na ala pediátrica da unidade, sob cuidados intensivos, recebendo suporte médico, hidratação e acompanhamento psicológico.
O caso serve de alerta para pais e responsáveis sobre os perigos silenciosos dentro de casa, principalmente na cozinha, onde utensílios quentes, objetos cortantes e produtos de limpeza representam sérios riscos às crianças. Especialistas em segurança infantil recomendam o uso de barreiras de proteção em fogões, panelas com cabo virado para dentro e vigilância constante.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), cerca de 40% dos acidentes com queimaduras em crianças ocorrem por escaldadura — quando líquidos quentes entram em contato com a pele. A maior parte dos casos acontece dentro de casa, com crianças de até 5 anos.
As autoridades reforçam a importância de campanhas de conscientização e medidas preventivas para evitar tragédias como essa. Pais e responsáveis devem redobrar a atenção com crianças pequenas, especialmente em áreas da casa onde os riscos são maiores.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que já colheu depoimentos da família para apurar as circunstâncias do acidente. Não há, até o momento, indícios de negligência.
















