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Garantias de segurança para Ucrânia: Canadá pode participar

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Garantias de segurança para Ucrânia: Canadá pode participar

Garantias de segurança para Ucrânia: Canadá pode participar é a principal demanda de Kyiv nas conversas que buscam encerrar a invasão russa, segundo diplomatas ucranianos.

Garantias de segurança para Ucrânia: Canadá pode participar

A Ucrânia manifestou otimismo cauteloso ao ver o Canadá incluído nas negociações que pretendem criar um arcabouço de garantias de segurança para a Ucrânia. O tema foi debatido na terça-feira (data local) durante reunião virtual com o primeiro-ministro Mark Carney, líderes europeus e representantes dos Estados Unidos.

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De acordo com nota do gabinete de Carney, Ottawa reafirmou “compromisso inabalável” em pressionar economicamente Moscou e em coordenar “garantias robustas e credíveis” com o presidente Volodymyr Zelenskyy. Detalhes sobre o formato da participação canadense, porém, ainda não foram divulgados.

O consul-geral ucraniano em Toronto, Oleh Nikolenko, disse à emissora Global News que seu país “gostaria de ver o Canadá ativamente envolvido” na arquitetura de segurança. Ele destacou que as conversas têm sido construtivas, embora reconheça que toda declaração russa deve ser recebida “com grande cautela”.

Zelenskyy afirmou em Washington que as diretrizes das garantias devem ser apresentadas pelos aliados em até dez dias. Já o presidente francês Emmanuel Macron declarou à NBC News ser “muito importante” finalizar o plano antes de uma eventual reunião trilateral entre Zelenskyy, Donald Trump e Vladimir Putin.

Segundo o governo canadense, o país já destinou CA$ 6,5 bilhões em assistência militar à Ucrânia desde 2022, incluindo mais de CA$ 2 bilhões anunciados por Carney na cúpula do G7, em junho. Apesar disso, as Forças Armadas canadenses enfrentam falta de pessoal e equipamentos, o que levanta dúvidas sobre a amplitude de um eventual compromisso.

As conversas técnicas continuam nesta quarta-feira, quando chefes militares da NATO irão avaliar cenários de paz e o ambiente de segurança no leste europeu. Paralelamente, equipes de planejamento dos aliados reúnem-se com autoridades norte-americanas para detalhar um possível “força de reforço” a ser desdobrada caso as hostilidades cessem.

Kyiv também negocia um acordo de US$ 90 bilhões para aquisição de armamentos norte-americanos com financiamento europeu e aposta na produção doméstica de drones para fortalecer sua defesa e gerar receita. “No fim do dia, precisamos de um mecanismo que garanta que a Rússia não volte a invadir”, resumiu Nikolenko.

Resta definir quais países fornecerão tropas, recursos aéreos ou apoio financeiro. Carney sinalizou que Ottawa continuará alinhada a Washington e à chamada “coalizão dos dispostos”, mas especialistas alertam que qualquer promessa deve se traduzir em ações concretas.

Para acompanhar os desdobramentos sobre política internacional e segurança, visite nossa editoria completa e continue informado.

Crédito da imagem: Global News

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