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Galáxias jovens exibem maturidade precoce, diz estudo

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Galáxias jovens exibem maturidade precoce, diz estudo

Galáxias jovens exibem maturidade precoce, diz estudo revela que estruturas formadas pouco mais de um bilhão de anos após o Big Bang já possuíam altas quantidades de metais e buracos negros supermassivos em rápida expansão.

Galáxias jovens exibem maturidade precoce, diz estudo

Utilizando dados combinados do Telescópio Espacial James Webb (JWST), do Telescópio Espacial Hubble e do conjunto de radiotelescópios ALMA, no Chile, astrônomos analisaram 18 galáxias posicionadas a cerca de 12,5 bilhões de anos-luz. O grupo apresentou as conclusões na 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Phoenix, e detalhou os resultados no periódico The Astrophysical Journal.

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Segundo Andreas Faisst, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), a resolução alcançada pelos três observatórios permitiu avaliar estruturas internas e composição química com precisão inédita. “É como observar crianças de dois anos que já se comportam como adolescentes”, comparou o cientista, enfatizando a rápida evolução desses sistemas.

Os instrumentos detectaram taxas elevadas de formação estelar, indício de crescimento acelerado. Ao mesmo tempo, espectros de luz revelaram abundância de carbono, oxigênio e outros elementos mais pesados que hidrogênio e hélio, chamados de metais pelos astrônomos. Normalmente, esse enriquecimento leva centenas de milhões de anos, resultante de ciclos de vida e explosão de estrelas massivas como supernovas.

Outra surpresa foi a atividade intensa dos buracos negros supermassivos situados nos núcleos das galáxias. As medições indicam que esses objetos consumiam matéria num ritmo elevado, sugerindo expansão tão ágil quanto a das estrelas ao redor. Estruturas semelhantes a discos rotativos com braços, lembrando uma Via Láctea ainda em formação, também foram observadas.

Além do interior das galáxias, a equipe identificou metais no meio circungaláctico, espalhados por distâncias superiores a 30 mil anos-luz. Essa distribuição sugere que mecanismos de mistura e expulsão de material, possivelmente impulsionados por ventos estelares e explosões, atuaram logo nos primórdios do Universo.

O próximo passo dos pesquisadores será confrontar as medições com simulações computadorizadas de formação galáctica para entender como poeira, metais e estrelas se organizaram tão rapidamente. A compreensão desses processos é considerada crucial para reconstruir a história de sistemas semelhantes à nossa própria galáxia, a Via Láctea.

Para saber mais sobre pesquisas espaciais, consulte também a página da NASA, referência internacional em astronomia.

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Crédito da imagem: Imagem gerada por IA/Gemini

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