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Fusão Gol e Azul é descartada em audiência na Câmara

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Fusão Gol e Azul é descartada em audiência na Câmara

Fusão Gol e Azul é descartada durante audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, realizada nesta terça-feira (23). Representantes das duas companhias aéreas negaram qualquer negociação em curso para unir operações e reafirmaram que eventuais conversas ocorreram apenas no auge da pandemia.

Empresas afastam possibilidade de união

Camilo Coelho, gerente de Relações Institucionais da Azul, explicou que a fusão Gol e Azul foi cogitada “somente em caráter preliminar” no período de maior incerteza do setor, mas deixou de ser considerada. “Nosso foco atual é a recuperação judicial iniciada em julho”, afirmou.

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Pela Gol, Alberto Fajerman lembrou que a empresa encerrou seu processo de recuperação judicial em junho de 2025 e que a hipótese de união “está fora de pauta”. Segundo ele, os diálogos serviram para avaliar cenários financeiros adversos após a crise sanitária.

Cade mira preço das passagens

Além da possível fusão, a audiência abordou denúncias de combinação de preços entre Gol, Azul e Latam. O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gustavo Augusto Freitas de Lima, disse haver “indícios de problemas de rivalidade”, como redução de oferta em meio à demanda aquecida. Em entrevista reproduzida pela Agência Câmara de Notícias, Lima ressaltou que os dados ainda são preliminares.

Estudo apresentado por Juliana Oliveira Domingues, presidente do Instituto Brasileiro de Concorrência e Inovação (IBCI), apontou que a cooperação operacional entre Azul e Gol durante a pandemia cortou rotas e elevou o valor médio das passagens em 23%. A Azul atribuiu o encolhimento de malha a ajustes de custos exigidos pela recuperação judicial.

Demanda por mais transparência

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) classificou a situação do transporte aéreo como “ambiente de profunda instabilidade”, refletindo reclamações de passageiros sobre atrasos, cancelamentos e preços elevados. De acordo com Vitor Hugo do Amaral Ferreira, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon, a plataforma consumidor.gov.br recebeu mais de 240 mil queixas fundamentadas contra empresas aéreas entre 2023 e agosto de 2025.

A audiência foi solicitada pelos deputados Daniel Almeida e Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) para discutir alternativas que assegurem maior transparência e equilíbrio competitivo no setor.

Os próximos passos da investigação do Cade e as medidas propostas pelos parlamentares serão decisivos para o futuro da aviação comercial brasileira. Acompanhe os desdobramentos na editoria de Brasil do portal Minas Informa e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Agência Câmara de Notícias

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