Fundo Tropical das Florestas deve captar US$ 10 bi, diz Haddad
Fundo Tropical das Florestas deve captar US$ 10 bi, diz Haddad é a meta anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que espera levantar o montante em contribuições públicas de vários países até dezembro, durante a presidência brasileira da COP30.
Fundo Tropical das Florestas deve captar US$ 10 bi, diz Haddad
Em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (3), o ministro detalhou que os recursos virão prioritariamente de governos estrangeiros. Segundo Haddad, “fechar o primeiro ano com dez bilhões de dólares em aportes públicos seria um grande feito”. O valor corresponde à primeira camada de capital do Fundo Tropical das Florestas (TFFF, na sigla em inglês), estrutura concebida para proteger áreas de vegetação ameaçadas ao redor do mundo.
O Brasil inaugurou o TFFF em setembro, comprometendo-se com US$ 1 bilhão. A estratégia prevê alcançar US$ 125 bilhões por meio de contribuições adicionais de fundos soberanos, empresas, fundações e investidores privados. Para isso, a expectativa é que governos e instituições filantrópicas completem os primeiros US$ 25 bilhões, criando “trilha de confiança” para atrair capital privado.
Haddad afirmou que vários países pretendem oficializar seus aportes durante os eventos da COP30 em Belém, ainda nesta semana. Ele não revelou nomes, mas mencionou que a Indonésia manifestou interesse em participar do mecanismo multilateral. O TFFF funcionará como um fundo de investimento: títulos serão vendidos a governos e investidores, que receberão remuneração financeira; parte dos lucros será destinada à conservação de florestas.
Além da captação para o TFFF, o ministro confirmou o lançamento do quarto edital do programa Eco Invest, voltado a projetos de infraestrutura sustentável. O anúncio será feito em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Criado no ano passado, o Eco Invest busca canalizar capital estrangeiro para empreendimentos de longo prazo com baixa pegada de carbono.
De acordo com o ministro, as medidas reforçam o compromisso do país em liderar o financiamento climático. “Precisamos mostrar que existe retorno econômico na preservação”, declarou Haddad, destacando que o modelo do TFFF poderá ser replicado por outras nações tropicais.

Imagem: Reuters
Para especialistas, a sinalização positiva de governos desde já é crucial. Conforme explicou a agência Reuters, primeiros aportes públicos costumam atrair investidores institucionais, elevando a escala de projetos ambientais.
No Brasil, o governo avalia também incentivos fiscais para empresas que aderirem ao fundo, medida que poderia acelerar a formação de um mercado de títulos verdes mais robusto na região.
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