Fraude fiscal em MG: Operação Ambiente 186 mira atacadistas
Fraude fiscal em MG: Operação Ambiente 186 mira atacadistas O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG) deflagrou na manhã desta terça-feira (2/12) uma operação que busca desmantelar um esquema de sonegação e lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 215 milhões, envolvendo atacadistas, redes de supermercados e empresas de fachada.
Mandados, apreensões e bloqueio de bens
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Centro-Oeste mineiro. Equipes formadas por seis promotores de Justiça, três delegados da Polícia Civil, 65 policiais militares, 54 policiais civis, nove bombeiros militares, 58 auditores da Receita Estadual, dois da Receita Federal e 15 servidores do Ministério Público vasculharam sedes empresariais e residências de empresários e funcionários suspeitos.
Durante as buscas, agentes recolheram celulares, computadores, documentos e veículos de luxo usados para lavar dinheiro. O Cira-MG também obteve decisão judicial que tornou indisponíveis bens dos investigados no valor de R$ 476 milhões.
Esquema com laranjas e empresas de fachada
De acordo com a Receita Estadual, a investigação começou há 18 meses e apontou que o grupo criminoso emitia notas fiscais frias a partir de laranjas e empresas de fachada para ocultar operações reais. A manobra reduzia artificialmente o custo das mercadorias, ampliando lucros ilícitos, distorcendo a concorrência e prejudicando empresas que recolhem tributos corretamente.
Os suspeitos apropriavam-se do imposto devido e o convertiam em patrimônio próprio. A apuração corre sob sigilo; por isso, os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Alguns alvos, contudo, já prestam informações adicionais, abrindo uma nova fase de desdobramentos sobre a participação de pessoas físicas.
Origem do nome Ambiente 186
O código “186” é utilizado por órgãos de segurança para identificar o município de Contagem, sede da maioria das empresas investigadas. A escolha reflete a abrangência regional do esquema e facilita a referência à operação.

Imagem: Internet
Mais detalhes podem ser divulgados conforme o avanço das investigações. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, a cooperação entre instituições tem sido decisiva para acelerar a recuperação de ativos desviados dos cofres públicos.
No fechamento, o Cira-MG reiterou que seguirá acompanhando a movimentação financeira dos investigados e cobrará a restituição integral dos valores sonegados.
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Crédito da imagem: Cira-MG / Divulgação















