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Fórum de Segurança de Halifax debate futuro da democracia

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Fórum de Segurança de Halifax debate futuro da democracia

Fórum de Segurança de Halifax debate futuro da democracia reúne, neste fim de semana, autoridades de defesa, diplomatas e executivos de todo o mundo para três dias de discussões sobre segurança internacional e a sobrevivência das democracias.

Fórum de Segurança de Halifax debate futuro da democracia

Na 17ª edição do encontro, o ministro da Defesa do Canadá, David McGuinty, declarou que o ambiente global é “mais complexo e perigoso” desde o fim da Guerra Fria, ressaltando a necessidade de união entre países democráticos. O presidente do fórum, Peter Van Praagh, resumiu o tema do ano: “Sem democracia, não há segurança”.

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Uma delegação bipartidária de nove senadores norte-americanos, liderada pela democrata Jeanne Shaheen, marca presença no evento, apesar de tensões comerciais recentes entre Ottawa e Washington. Shaheen, que não buscará reeleição, alertou para a preocupação de aliados sobre a confiabilidade dos Estados Unidos e defendeu que a participação no fórum “demonstra compromisso com valores democráticos”.

McGuinty enfatizou o fortalecimento das Forças Armadas canadenses, que atingirão pela primeira vez a meta de investimentos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) este ano. “Compartilhamos inteligência, equipamentos e cadeias de suprimento com os EUA; estamos alinhados em vários fronts”, afirmou.

Entre os convidados estão os ministros da Defesa da Suécia, Países Baixos, Letônia, Estônia e Colômbia. O sueco Pål Jonson, em painel intitulado “Democracias Não Desistam”, destacou a guerra na Ucrânia e a necessidade de “dissuasão coletiva contra atores agressivos como a Rússia”. Segundo ele, qualquer proposta de paz deve permitir que Kiev negocie “a partir de uma posição de força”.

Relatos de um novo plano de paz apoiado pelos EUA, que incluiria cessão de territórios ucranianos e limitação do tamanho do Exército, foram recebidos com cautela. McGuinty evitou comentar detalhes, mas disse “manter esperança” em um cessar-fogo que leve ao fim do conflito.

Além de painéis sobre tecnologia militar, OTAN, Taiwan e cibersegurança, participam do fórum a chefe do Estado-Maior canadense, gen. Jennie Carignan, e o ministro da Justiça, Sean Fraser. Van Praagh concluiu que ameaças vindas de China, Rússia, Irã e Coreia do Norte só poderão ser enfrentadas “se as democracias — em especial a americana — funcionarem plenamente”.

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Crédito da imagem: Global News

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