Forças de Segurança de Minas mantêm buscas na Zona da Mata
Forças de Segurança de Minas mantêm buscas na Zona da Mata enquanto prosseguem a entrega de mantimentos a moradores de Juiz de Fora e Ubá, municípios mais atingidos pelas chuvas que já provocaram 70 mortes na região.
Operação de resgate entra no sexto dia
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) ultrapassou 120 horas ininterruptas de buscas por desaparecidos. Equipes reforçadas atuam em Juiz de Fora, Ubá e Cataguases, com possibilidade de deslocamento a outras cidades da Zona da Mata, destacou o coronel Joselito Oliveira de Paula.
Mesmo com a diminuição das precipitações nas últimas 24 horas, o terreno permanece instável. “Morros continuam encharcados e fraturados; as áreas de risco devem seguir evacuadas”, alertou o tenente-coronel Wenderson Duarte Marcelino, coordenador estadual adjunto da Defesa Civil.
Vítimas identificadas e situação dos desalojados
A Polícia Civil confirmou 70 óbitos: 64 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Três corpos aguardam liberação no Instituto Médico Legal; outros 61 já foram entregues às famílias, informou o delegado-geral Eurico da Cunha Neto.
Segundo o Sistema de Comando em Operações, Juiz de Fora registra mais de 8 mil desalojados e 535 desabrigados. Em Ubá, são 732 desalojados e 26 desabrigados. Para conter furtos em imóveis vazios, a Polícia Militar mantém patrulhamento e atendimento por telefone 24 horas, afirmou o coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto.
Ajuda humanitária e serviços essenciais
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil intensificou a distribuição de alimentos, água potável e kits de higiene. Voluntários apoiam a limpeza de ruas e escolas, onde a Polícia Civil emitiu 135 novas carteiras de identidade entre sexta (27/2) e sábado (28/2).
Imagem: Internet
As doações continuam chegando a centros de triagem em parceria com órgãos estaduais. Informações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que os maiores volumes de chuva devem se deslocar para o Leste e Nordeste de Minas nos próximos dias.
No balanço geral, o Governo de Minas classifica a mobilização como uma das maiores operações de desastre da história do estado, reunindo Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Defesa Civil em ação conjunta para acelerar resgates, fornecer segurança e restabelecer serviços básicos.
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Crédito da imagem: Dirceu Aurélio / Imprensa MG













