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FMI recomenda ao Banco do Japão ampliar alta de juros

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FMI recomenda ao Banco do Japão ampliar alta de juros

FMI recomenda ao Banco do Japão ampliar alta de juros. O Fundo Monetário Internacional pediu que o Banco do Japão (BOJ) prossiga com o aumento gradual das taxas de juros, citando a pressão inflacionária gerada pela guerra no Oriente Médio e a desvalorização do iene.

Mercado espera novo ajuste já em abril

O posicionamento do FMI chega em meio à expectativa de que o BOJ eleve o custo do dinheiro ainda em abril de 2026. Analistas apontam que o choque nos preços do petróleo, provocado pelo conflito na região, encarece as importações e pressiona os índices de preços ao consumidor japonês.

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Inflação deve convergir à meta só em 2027

No comunicado divulgado em Washington, o FMI avaliou que a inflação do Japão deverá convergir para a meta de 2% do banco central apenas em 2027. Mesmo antevendo crescimento econômico moderado, a instituição aposta que ganhos salariais sustentados ajudarão a manter o consumo doméstico.

Ênfase em política flexível e dependente de dados

O conselho executivo do FMI elogiou a “forte resiliência” da economia japonesa a choques globais e concordou que o BOJ vem retirando seu estímulo monetário “de maneira apropriada”. Para o organismo, os próximos aumentos devem ser graduais, bem comunicados e baseados na evolução dos dados, preservando ainda a flexibilidade cambial como “absorvedor de choques”.

Histórico recente do aperto monetário

Após encerrar um programa de estímulos em 2024, o BOJ já promoveu elevações sucessivas nos juros, a mais recente em dezembro. A autoridade monetária reitera que seguirá apertando a política caso a inflação subjacente permaneça caminhando para 2% entre a segunda metade do ano fiscal de 2026 e o ano fiscal de 2027, que no Japão começa em abril.

Riscos geopolíticos permanecem no radar

Embora a escalada do petróleo prejudique uma economia altamente dependente de energia importada, o banco central japonês sinaliza preocupação de que o encarecimento prolongado do barril possa exacerbar pressões resultantes de anos de aumentos salariais e de preços mais amplos.

Em síntese, o FMI vê o Japão em trajetória de normalização monetária, mas alerta para incertezas externas que exigem vigilância contínua. Continue acompanhando os desdobramentos na editoria Brasil e fique por dentro das principais decisões de política econômica no mundo.

Crédito da imagem: REUTERS/Toru Hanai

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