Flotilha canadense com 100 barcos ruma a Gaza dia 12
Flotilha canadense com 100 barcos ruma a Gaza dia 12 é a aposta de mais de 3 000 ativistas que pretendem furar o bloqueio naval imposto a Gaza há quase duas décadas. A expedição parte de portos da Espanha e da Itália levando medicamentos, fórmulas infantis e profissionais de saúde, jornalismo e construção.
Riscos de detenção persistem para os participantes
A Global Sumud Flotilla, que este ano navega em conjunto com a Freedom Flotilla, conta com ao menos seis canadenses que já foram detidos por Israel em tentativas anteriores. Safa Chebbi, porta-voz do braço canadense, reconhece a possibilidade de intercepção, cenário comum desde 2008, quando nenhuma embarcação conseguiu chegar às praias de Gaza.
O fundador canadense da flotilha canadense, Ehad Lotayef, afirma que “a detenção é quase um destino certo”. Ele próprio passou uma semana preso em 2011. Segundo Lotayef, todos os voluntários recebem treinamento para enfrentar situações de violência durante eventual custódia.
Objetivo é abrir corredor marítimo humanitário
Os organizadores admitem que o volume de suprimentos embarcado é simbólico, porém esperam criar um precedente para uma rota marítima permanente que complemente as passagens terrestres congestionadas. Em janeiro, apenas 225 caminhões de ajuda entraram em Gaza, muito abaixo dos 600 prometidos no cessar-fogo de 2025, aponta o Programa Mundial de Alimentos da ONU.
Para a médica indígena e negra Suzanne Shoush, que participou de uma tentativa no ano passado, o sacrifício pessoal faz parte de um compromisso maior. “Ficar em casa, sabendo o que ocorre, já é pior do que qualquer risco”, afirma. A militante palestino-canadense Fida Alburini reforça que a viagem ocorrerá em águas internacionais, “amparada pelo direito humanitário”. Israel, por sua vez, sustenta que o bloqueio é necessário para impedir o contrabando de armas ao Hamas.

Imagem: Internet
Embora não pretenda resolver a crise humanitária sozinho, o grupo diz querer “abrir os olhos do mundo” para a situação em Gaza e pressionar por um fluxo constante de ajuda.
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Crédito da imagem: Global News
















