Fitch corta rating da Aegea para B+ e mantém perspectiva estável
Fitch corta rating da Aegea para B+ e mantém perspectiva estável na primeira revisão da nota da companhia de saneamento desde o atraso na divulgação dos resultados de 2025. A agência passou o rating corporativo da empresa de BB- para B+, atribuindo perspectiva estável.
Motivos para o rebaixamento
A agência Reuters divulgou que a Fitch avaliou a estrutura financeira da Aegea como “mais frágil”, projetando redução mais lenta da alavancagem e menores margens de flexibilidade. A casa estima que a razão dívida líquida/Ebitda ajustado seguirá acima de 4 vezes, enquanto a alavancagem total ficará em torno de 5 vezes.
Embora reconheça o sólido perfil operacional da companhia, a Fitch destacou a complexidade societária e apontou deficiências em práticas contábeis, agravadas pelo adiamento da publicação dos resultados de 2025 e pela reapresentação do balanço de 2024. Esses fatores pressionaram a avaliação do Perfil de Crédito Individual (PCI).
Fluxo de caixa e investimentos
No cenário-base traçado, o rating assume fluxo de caixa das operações (CFO) médio de R$ 3,4 bilhões por ano entre 2026 e 2028. Os investimentos previstos somam R$ 22 bilhões no período, resultando em fluxo de caixa livre (FCF) negativo de R$ 15,9 bilhões.
Segundo a Fitch, os custos de financiamento mais altos também limitam a capacidade de desalavancagem rápida. Ainda assim, a perspectiva foi mantida estável porque a agência entende que os riscos atuais já estão adequadamente refletidos na nova categoria B+.

Imagem: Reuters
Recuo em privatização da Copasa
Na semana anterior ao rebaixamento, a Aegea e os sócios Equipav, GIC e Itaúsa desistiram de disputar a privatização da Copasa. O grupo alegou disciplina na alocação de capital, decisão que abriu espaço para a Equatorial avançar no processo.
Quer saber como outros setores estão reagindo às mudanças no mercado financeiro? Visite a editoria de Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: divulgação















