FIIs disparando em 2026 na B3 superam IFIX em até 6x
FIIs disparando em 2026 lideram os ganhos da bolsa logo no primeiro mês do ano, derrotando o IFIX — que avançou 2,27% — por ampla margem e sinalizando maior apetite dos investidores por renda passiva.
Recebíveis e lajes dominam o topo do ranking
Levantamento da Quantum Finance mostra que, entre 2 e 31 de janeiro, o top 10 dos fundos imobiliários foi puxado por papéis lastreados em recebíveis. O Ourinvest JPP (OUJP11) disparou 13,70%, enquanto o Hectare CE (HCTR11) subiu 11,14%, rendimentos que equivalem a quase seis vezes o índice setorial.
Nos fundos de tijolo, a força veio das lajes corporativas. BTG Pactual Corporate Office (BRCR11) valorizou 9,16% e Vinci Offices (VINO11) ganhou 8,45%. Também figuram na lista BRPR Corporate Offices (BROF11), Kilima Volkano (KIVO11) e Cartesia Recebíveis (CACR11), todos acima do desempenho médio do mercado.
Base de cotistas rompe barreira de 3 milhões
O bom momento é reforçado por estatísticas da B3. Pela primeira vez, o número de investidores com posição em FIIs superou 3 milhões, um avanço de 9% frente ao fim de janeiro de 2025. Pessoas físicas concentram 72,9% do estoque financeiro, que atingiu o recorde de R$ 200 bilhões.
Para Anita Scal, sócia da Rio Bravo, essa massa de aplicadores mostra a maturidade do varejo, que passou a encarar os fundos como instrumento de formação patrimonial, mantendo-se no mercado mesmo diante das oscilações da Selic.

Imagem: Igor Grecco
Ticket médio segue acessível
Os dados da B3 indicam que 75% dos investidores possuem até R$ 40 mil aplicados na classe, e metade não ultrapassa R$ 5 mil. A combinação de baixo valor de entrada, diversificação instantânea e potencial de distribuição de rendimentos ajuda a explicar a popularidade contínua dos FIIs.
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Crédito da imagem: jabkitticha/istockphoto















