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FIIs em 2026: Genial prevê volatilidade e ganhos

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FIIs em 2026: Genial prevê volatilidade e ganhos

FIIs em 2026: Genial prevê volatilidade e ganhos serão o foco de um ano que promete fortes oscilações, de acordo com relatório da Genial Investimentos divulgado nesta sexta-feira (13). A casa avalia que eleições, risco de fuga de capital estrangeiro, quadro fiscal delicado e a nova isenção de IR para rendimentos de até R$ 5 mil mensais podem colocar em xeque a esperada queda da Selic, principal motor de performance dos fundos imobiliários.

FIIs em 2026: Genial prevê volatilidade e ganhos

O analista Bernardo Noel lembra que, embora a Genial ainda projete início de cortes de juros em março, o conjunto de incertezas torna menos plausível um recuo de 2,5 pontos percentuais na taxa básica, hoje estimada em 12,5% para o fim de 2026, segundo o Banco Central. Mesmo assim, o cenário é considerado de “ganha-ganha”: em caso de melhora macroeconômica, há potencial expressivo de valorização das cotas; se o ambiente piorar, os dividendos tendem a permanecer em patamares historicamente elevados.

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No primeiro semestre, cortes de juros nos Estados Unidos podem favorecer mercados emergentes, atraindo fluxo estrangeiro, apreciando o câmbio e aliviando pressões inflacionárias. A Genial, porém, vê alta probabilidade de reversão no segundo semestre. Uma possível saída de capital, somada à incerteza eleitoral e à deterioração fiscal, poderia levar o dólar de volta à casa dos R$ 6, dificultando ainda mais a condução da política monetária.

Nesse contexto, os fundos de lajes corporativas aparecem como destaque, negociando a múltiplos mais descontados que outros segmentos. A corretora enxerga maior potencial nos portfólios com presença significativa em São Paulo, sobretudo nas regiões da Paulista, Pinheiros, Chucri Zaidan e Berrini, menos aquecidas que polos como Faria Lima, JK e Vila Olímpia.

Para os FIIs de shopping centers, a expectativa é de um 2026 mais moderado, após um possível “teto” atingido em 2025. A instituição salienta, contudo, dois vetores que podem sustentar o setor: o impacto da isenção de IR sobre a renda disponível e a redução das despesas financeiras das famílias com a queda dos juros.

O segmento logístico mantém perspectiva positiva, ancorado na demanda forte do e-commerce. Já entre os chamados fundos de papel, a Genial ressalta que ativos atrelados ao CDI sofrem mais em ciclos de afrouxamento monetário, mas continuam atrativos enquanto a taxa seguir elevada. FIIs indexados ao IPCA, por sua vez, ficam bem posicionados tanto em cenários de descompressão quanto de retomada inflacionária, graças às posições em CRIs adquiridas com deságio.

Com um ambiente incerto, a Genial reforça a importância de diversificação entre setores e índices de correção, recomendando atenção redobrada às janelas de oportunidade que podem surgir ao longo do ano eleitoral.

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Crédito da imagem: MicroStockHub/iStock

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