FIDCs seguem atraentes mesmo com queda dos juros Selic
FIDCs seguem atraentes mesmo com queda dos juros Selic e continuam a conquistar espaço nas carteiras dos brasileiros graças à combinação de retorno acima do CDI e risco diluído por carteiras diversificadas de recebíveis.
Motivos que sustentam a atratividade dos FIDCs
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios entregaram, nos últimos cinco anos, rentabilidade média de CDI + 3% ao ano nas cotas seniores, superando alternativas tradicionais de renda fixa. Apenas nos 12 meses encerrados em agosto, a classe captou R$ 122,17 bilhões, quase o triplo dos R$ 42,68 bilhões trazidos pelos fundos de renda fixa convencionais.
Mesmo com a projeção de queda da taxa básica, os gestores apontam fatores que preservam o apelo dos FIDCs. O primeiro é a redução do custo de capital, que melhora a saúde financeira das empresas devedoras, reduzindo inadimplência e fortalecendo o risco de crédito. O segundo é a possibilidade de estruturar carteiras com diferentes tipos de recebíveis — de consignado público ao privado — o que dilui eventuais perdas.
A expansão também reflete a evolução regulatória acompanhada pelo Banco Central. Após a Resolução CVM 175, o investimento mínimo caiu para R$ 1 mil, ampliando o público-alvo. De dezembro de 2021 a setembro de 2025, o número de cotistas saltou de 34,1 mil para 327.706, alta de 1.042%.
Projeções até 2030
Estudos do setor indicam que a participação dos FIDCs no patrimônio da indústria de fundos deve subir de 2,5% em 2016 para 17,4% em 2030, enquanto a fatia da renda fixa tradicional pode cair de 48% para 23,1%. O volume de fundos deve ultrapassar 10 mil veículos, com patrimônio líquido acima de R$ 3 trilhões nos próximos cinco anos.

Imagem: João Baptista Peixoto Neto
Com carteiras mais robustas, maior subordinação e mecanismos de proteção ao cotista, especialistas acreditam que a classe seguirá entregando retorno real superior mesmo em ciclos de juros mais baixos, consolidando-se como peça central na estrutura de crédito do país.
Os números mostram que os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios devem permanecer no radar dos investidores que buscam performance acima da média sem abrir mão de segurança. Para acompanhar outras análises sobre economia e mercado, visite a nossa editoria de Brasil e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: iStock/Rmcarvalho















