Febre amarela: Montes Claros reforça vigilância em hospitais
Febre amarela: Montes Claros reforça vigilância em hospitais A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros reuniu, na quarta-feira (13/5), equipes do Hospital Universitário Clemente de Faria para padronizar o atendimento a casos suspeitos da doença, após epizootias de macacos em Pirapora, Buritizeiro, Urucuia e outras cidades do Norte de Minas.
Fluxo de atendimento e alerta precoce
Participaram do encontro profissionais das coordenações médica, de regulação e de enfermagem do pronto-socorro, além de integrantes do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). O objetivo foi assegurar que possíveis pacientes sejam identificados rapidamente, reduzindo a letalidade média de 30% a 40% associada à febre amarela.
Circulação viral confirmada em nove municípios
Em 6 de maio, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu alerta epidemiológico após detectar o vírus em macacos de Arinos, Buritis, Formoso, Riachinho, Unaí, Uruana de Minas, Urucuia, Pirapora e Buritizeiro. Diante da circulação ativa, essas áreas tornaram-se prioritárias para ações de vigilância, prevenção e controle.
Recomendações aos municípios
Segundo Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS, os municípios devem:
– Intensificar a busca ativa de macacos mortos ou doentes e registrar o evento no SISS-Geo e no Sinan em até 24 horas;
– Coletar amostras para diagnóstico laboratorial;
– Investigar prontamente casos suspeitos em humanos;
– Articular ações entre as esferas municipal, regional e estadual.
Vacinação abaixo da meta
Entre as 54 cidades sob jurisdição da SRS, a cobertura vacinal contra a febre amarela é de 83,04%, abaixo dos 95% preconizados pelo Ministério da Saúde. Crianças devem receber a primeira dose aos nove meses e a segunda aos quatro anos; pessoas de 5 a 59 anos sem comprovação vacinal precisam de uma dose. Idosos, gestantes, imunossuprimidos graves e alérgicos a ovo permanecem contraindicados.

Imagem: Internet
Importância da vigilância integrada
A SRS planeja estender as orientações a outros hospitais do Norte de Minas nos próximos dias. A vigilância de epizootias funciona como alarme precoce, pois os macacos adoecem antes dos humanos. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, monitorar animais sentinelas é fundamental para evitar surtos em áreas urbanas, onde o mosquito Aedes aegypti pode atuar como vetor.
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Crédito da imagem: SRS de Montes Claros















