Febre amarela: capacitação reforça atendimento em MG
Febre amarela: capacitação reforça atendimento em MG mobiliza médicos e enfermeiros de 37 municípios da Zona da Mata mineira, que passam por treinamento intensivo da Força Estadual do SUS para melhorar o manejo clínico da doença na estação chuvosa.
Febre amarela: capacitação reforça atendimento em MG
Realizada em Juiz de Fora nesta terça-feira, 20/1, a oficina organizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) local atualizou protocolos de vigilância, atendimento e prevenção da febre amarela. A iniciativa ocorre simultaneamente em outras regionais mineiras, preparando a rede assistencial para reagir com rapidez a eventuais surtos.
Segundo Renan Guilherme Barbosa Reis, dirigente da SRS Juiz de Fora, o treinamento qualifica o atendimento, reduz o risco de evolução para formas graves e, principalmente, evita mortes. Ele destacou a importância da vacinação e da investigação ativa de casos suspeitos, orientando equipes municipais a reconhecer sintomas iniciais — febre alta, cefaleia, náusea intensa e icterícia — que surgem entre três e seis dias após a infecção.
O dirigente lembrou ainda que macacos mortos em áreas de mata são eventos sentinela, pois sinalizam circulação do vírus, embora não transmitam a doença. A recomendação é comunicar imediatamente as secretarias municipais para adoção de medidas de controle.
Dados do Grupo de Modelagem de Febre Amarela (GRUMFA) apontam que parte dos municípios da região integra um corredor ecológico propício à dispersão do vírus, o que reforça a necessidade de eliminar criadouros do Aedes aegypti e manter altos índices de imunização. Hoje, a cobertura vacinal está abaixo dos 95% previstos pelo Plano Nacional de Imunização, percentual considerado essencial para conter a circulação viral.

Imagem: Internet
A vacina contra a febre amarela é segura, gratuita e oferecida em qualquer Unidade Básica de Saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, a letalidade da doença ultrapassa 20%, tornando a imunização a principal estratégia para salvar vidas.
Quer saber como outras ações de saúde pública estão sendo adotadas no país? Acesse nossa editoria Brasil e acompanhe as últimas atualizações.
Crédito da imagem: Benjamim Jr















