Febre aftosa: Minas encerra simulado de resposta emergencial
Febre aftosa: Minas encerra simulado de resposta emergencial mobilizou, durante dez dias, cerca de 200 profissionais do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), de órgãos de defesa de 21 estados e de países sul-americanos, em Montes Claros, Norte de Minas.
Febre aftosa: Minas encerra simulado de resposta emergencial
A cerimônia de conclusão ocorreu nesta quinta-feira (2/10) com a presença do governador Romeu Zema. O treinamento testou todos os protocolos previstos no Plano de Contingência para Febre Aftosa, garantindo que o estado, declarado Zona Livre Sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio, esteja preparado para reagir rapidamente a eventuais focos.
Zema destacou que o exercício permite identificar falhas e ajustar procedimentos. “Esse tipo de treinamento mantém Minas como referência em segurança sanitária”, afirmou. Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, a retirada da vacinação gera economia anual de R$ 700 milhões aos produtores mineiros, valor antes gasto com doses e manejo.
Durante o simulado, duas notificações fictícias — em Montes Claros e Capitão Enéas — desencadearam ações de campo: coleta de amostras, instalação de barreiras, delimitação de zonas de proteção e educação sanitária. Quatro focos foram confirmados de forma simulada, exigindo a mobilização de equipes e de comunicação social para engajar pecuaristas e a comunidade.
Uma inovação foi o uso de aplicativo desenvolvido pelo IMA em parceria com a Universidade Federal de Lavras. A ferramenta funciona como rede social de emergência sanitária, permitindo publicar mapas de focos, dividir equipes e distribuir instruções em tempo real.
Para a diretora-geral do IMA, Luiza de Castro, a iniciativa comprova a capacidade técnica mineira. “Garantimos alimento saudável na mesa dos cidadãos e reforçamos a confiança dos mercados internacionais”, disse.
Imagem: Internet
O status sanitário mineiro também reforça a competitividade do agronegócio brasileiro. Informações detalhadas sobre normas e zonas livres podem ser consultadas no site da Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).
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Crédito da imagem: Cristiano Machado / Imprensa MG















