Falta de ônibus no Campo Alegre revolta moradores
Falta de ônibus no Campo Alegre revolta moradores mobiliza a comunidade da Zona Norte de Juiz de Fora, que precisa caminhar até 50 minutos para acessar a linha mais próxima em pleno início do ano letivo.
Falta de ônibus no Campo Alegre revolta moradores
Com o reinício das aulas nesta segunda-feira, 9 de março, residentes do Bairro Campo Alegre/Niterói relatam grandes dificuldades para chegar ao trabalho e à escola. A moradora Vanessa Viana explicou que o trajeto até o trevo na divisa com Matias Barbosa, onde passa o ônibus Usina Quatro, dura de 40 a 50 minutos e inclui a travessia de uma linha férrea e ruas sem calçamento adequado.
Segundo ela, o percurso oferece riscos adicionais, como cães soltos e a necessidade de retorno noturno. “Precisamos que limpem a estrada para nós. A Prefeitura não olhou nada aqui”, afirmou.
A queixa também envolve a Estrada União Indústria, via sem acostamento e com fluxo intenso de caminhões. “Mesmo com a pista liberada para carros, os coletivos que atendem outros bairros também deixaram de circular”, relata Vanessa.
Procurada, a Prefeitura ainda não apresentou previsão para restabelecer o serviço. Em nota divulgada na terça-feira, 3 de março, o Executivo listou desvios operacionais em várias rotas:
Linhas 300 (301 a 399) passam a operar pelas Alameda Ilva Melo Reis, no Santo Antônio.
Linhas 400 (413 a 435) acessam a Rua Luiz Fávero em direção ao Centro.
Linhas 500 (525 a 599) entram na UFJF pelo Portão Norte antes de seguir para o Centro.
Linhas 600 (600 a 647) desviam pelo bairro Monte Castelo.

Imagem: Leardo Costa
A interrupção no Campo Alegre não foi contemplada no comunicado municipal. Conforme informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres, adaptações de rota exigem análise técnica e diálogo com a comunidade, etapas que moradores alegam não ter ocorrido.
Enquanto aguardam resposta oficial, os residentes reforçam a cobrança por segurança na caminhada e pelo retorno do transporte coletivo essencial para crianças, idosos e trabalhadores.
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Crédito da imagem: Leonardo Costa















