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Exportações de grãos da Ucrânia podem cair um terço

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Exportações de grãos da Ucrânia podem cair um terço

Exportações de grãos da Ucrânia podem cair um terço devido à intensificação dos ataques russos contra portos, navios e infraestrutura logística, alertam autoridades ucranianas e executivos do setor.

Portos de Odesa sob pressão

Responsável por mais de 90% das vendas externas agrícolas do país, o complexo portuário do Mar Negro voltou a operar após um acordo de trânsito, mas agora corre risco. Segundo Taras Vysotskyi, vice-ministro da Economia, o volume mensal, hoje em torno de 6 milhões de toneladas, pode recuar para 4 milhões t caso os bombardeios prossigam.

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A alternativa seria redirecionar até 1 milhão t aos terminais do rio Danúbio, opção limitada por custos logísticos elevados. “Os portos estão entre os maiores gargalos do momento”, reforça Denys Marchuk, vice-presidente da União Agrícola Ucraniana (UAC).

Prejuízos acumulados e falta de recursos

Desde o início da guerra, danos em silos, esteiras e guindastes somam cerca de US$ 1,5 bilhão, estima Marchuk. Operadores privados afirmam que não dispõem de caixa para reconstruir equipamentos especializados destruídos repetidamente. O governo admite a gravidade, mas prioriza o orçamento para proteger o sistema elétrico antes do inverno, quando espera novos ataques.

Estoques elevados e efeito nos preços

A consultoria APK-Inform calcula estoques de 9,5 milhões t de milho e trigo em 1.º de julho, quase 50% acima do registrado um ano antes. Com a chegada da nova safra e menor capacidade de embarque, o excesso deve pressionar as cotações internas, reduzindo a renda dos agricultores e a entrada de divisas em plena guerra.

Impacto global

Nas últimas temporadas, a Ucrânia respondeu por 6% do comércio mundial de trigo e 11% do de milho. Qualquer interrupção prolongada pode elevar a volatilidade de preços no mercado internacional, destacou a agência Reuters.

Para saber como o setor agrícola brasileiro acompanha esses desdobramentos, visite nossa editoria de Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: REUTERS/Igor Tkachenko/File Photo

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