Executivo iraniano barrado no Canadá tem visto negado
Executivo iraniano barrado no Canadá tem visto negado após decisão da Corte Federal que manteve a recusa de visto a Mohammadreza Mazloumiaboukheili, 64 anos, ex-diretor de operações da National Iranian Oil Products Distribution Company.
Decisão reforça política canadense contra altos membros do regime
O governo canadense alegou que Mazloumiaboukheili integrava a cúpula do regime iraniano, envolvido em terrorismo e violações de direitos humanos. Mesmo tendo visitado o país duas vezes antes de 2022, o ex-executivo solicitou um novo visto para visitar o filho em Ontário e recebeu a negativa do Departamento de Imigração.
Segundo documentos oficiais, a companhia estatal em que trabalhou por uma década responde diretamente ao vice-ministro do Petróleo. O setor de petróleo é considerado fonte essencial de receita para o Irã, que, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA, financia grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis.
Corte considerou “razoável” a análise do caso
O juiz responsável concluiu que o oficial de imigração “agiu de forma razoável” ao concluir que o iraniano era “executivo” de um regime que pratica “atividades terroristas e violações sistemáticas de direitos humanos”. Argumentos da defesa de que Mazloumiaboukheili seria mero “gerente intermediário” foram classificados como infundados.
A decisão mantém a estratégia adotada em 2022, quando Ottawa passou a declarar inadmissíveis altos representantes do Irã. Desde então, quase 200 vistos foram cancelados e pelo menos 23 suspeitos de cargos sêniores foram localizados dentro do país, embora poucas ordens de deportação tenham avançado.
Pressão da comunidade iraniano-canadense
Entidades de iranianos exilados no Canadá reivindicam triagem mais rigorosa para impedir que colaboradores do regime usem o país como refúgio. Organizações de direitos humanos também expressam preocupação com supostas ameaças contra dissidentes, jornalistas e até ex-parlamentares canadenses.
Imagem: Stewart Bell Global Ne
No caso de Mazloumiaboukheili, a Corte observou que a carta de recusa explicava claramente a inadmissibilidade e que não havia falhas processuais. O ex-executivo foi contatado pela imprensa, mas não respondeu até o fechamento desta edição.
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Crédito da imagem: Global News















