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EUA questionam permanência na OTAN após guerra com Irã

EUA questionam permanência na OTAN após guerra com Irã

EUA questionam permanência na OTAN após guerra com Irã foi o tom adotado pelo secretário de Estado Marco Rubio nesta quinta-feira, ao afirmar que a Casa Branca avalia o valor da aliança depois de aliados se negarem a auxiliar Washington no recente conflito contra Teerã.

Falta de apoio acende sinal de alerta

Rumores de que os Estados Unidos pretendem reduzir o contingente disponível para a NATO Force Model ganharam força após publicação da agência Reuters. Questionado, Rubio não negou a possibilidade e disse que qualquer decisão formal partirá do presidente Donald Trump ou do Departamento de Defesa.

O secretário, que viajava para a reunião de chanceleres da OTAN em Estocolmo, recordou que bases em território europeu são consideradas essenciais para operações no Oriente Médio. “Se países como a Espanha nos negam o uso dessas instalações, por que continuamos na OTAN?”, indagou.

Retirada e realocação de tropas

O descontentamento não é novo. No início do mês, Washington anunciou a retirada de 5 000 militares da Alemanha e suspendeu o envio de 4 000 soldados à Polônia, medidas que surpreenderam tanto aliados quanto parlamentares norte-americanos. Mesmo assim, o comandante da OTAN na Europa, tenente-general Alex Grynkewich, declarou em Bruxelas que não prevê outras reduções “no curto prazo”.

Europa reage com mais investimentos

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a possível diminuição da presença norte-americana “era esperada” e reforçou que europeus e canadenses já aumentam gastos militares para evitar dependência excessiva de um só aliado. Ele assegurou que o compromisso nuclear de Washington com a defesa coletiva permanece intacto.

Artigo 5 e histórico de cooperação

Desde 1949, a OTAN existe para conter ameaças externas, tendo acionado o Artigo 5 uma única vez: após os atentados de 11 de setembro de 2001. Na ocasião, milhares de militares não-americanos, inclusive canadenses, perderam a vida em operações no Afeganistão e no Iraque, fato frequentemente citado para demonstrar a relevância da aliança.

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Imagem: Internet

Rubio disse que levará todas essas preocupações à mesa em Estocolmo, onde também participa a ministra canadense Anita Anand, e que aguarda uma “resposta clara” sobre a utilidade recíproca do pacto.

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Crédito da imagem: Global News