EUA não governará Venezuela, garante Marco Rubio
EUA não governará Venezuela, garante Marco Rubio, ao afirmar neste domingo (data local) que Washington limitará sua atuação à manutenção da quarentena de petróleo já imposta ao país sul-americano, sem assumir a administração diária do governo em Caracas.
Quarentena de petróleo mantém pressão sobre Caracas
Em entrevista à rede CBS, o secretário de Estado explicou que a quarentena aos petroleiros sancionados seguirá como principal ferramenta para forçar mudanças políticas e combater o tráfico de drogas. Navios já apreendidos pelos Estados Unidos continuarão retidos “até que vejamos benefícios reais para o povo venezuelano”, disse Rubio.
Segundo o senador, esse mecanismo oferece “enorme poder de barganha” e deve permanecer enquanto houver necessidade de proteger os interesses norte-americanos e impulsionar reformas internas em Venezuela.
Distanciamento da promessa de Trump
As declarações contrastam com o anúncio feito pelo ex-presidente Donald Trump no sábado, quando prometeu que os Estados Unidos “governariam” a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. A fala gerou críticas de democratas, de parte da bancada republicana e de especialistas que temem novo episódio de intervenção prolongada.
Rubio minimizou a polêmica, afirmando que o comentário de Trump foi mal-interpretado. “A comunidade de política externa encara tudo como Iraque ou Afeganistão. Este é nosso hemisfério, a missão é outra”, argumentou.
Legalidade sob escrutínio internacional
A operação que levou à prisão de Maduro, realizada sem aprovação do Congresso norte-americano, já é contestada por juristas quanto à conformidade com o direito internacional. Antes mesmo da remoção do líder chavista, ataques a embarcações suspeitas de tráfico na região vinham sendo considerados uma expansão questionável da jurisdição dos EUA.

Imagem: Regina Garcia Cano
Clima de incerteza em Caracas
Enquanto Maduro aguarda audiência em Nova York, a capital venezuelana amanheceu quase vazia. Postos de gasolina fechados, igrejas sem fiéis e patrulhas militares refletiram o clima de apreensão. “As pessoas ainda estão abaladas”, relatou o morador David Leal, de 77 anos.
O desdobramento das negociações e o futuro governo interino de Delcy Rodríguez serão observados de perto por Washington, que, de acordo com Rubio, julgará “cada passo” dos atuais dirigentes.
Saiba mais sobre a repercussão política na editoria Brasil do Minas Informa e acompanhe as próximas atualizações sobre a crise venezuelana.
Crédito da imagem: Global News















