EUA e Irã assinam acordo para encerrar a guerra
EUA e Irã assinam acordo para encerrar a guerra em 17 de junho de 2026, formalizando um memorando de entendimento que estabelece o fim imediato do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a suspensão do bloqueio econômico dos Estados Unidos e a reabertura total do Estreito de Ormuz.
EUA e Irã assinam acordo para encerrar a guerra
De acordo com comunicado da Casa Branca, o presidente norte-americano Donald Trump rubricou o documento durante um jantar da cúpula do G7 no Palácio de Versalhes, na França. Pouco depois, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian também confirmou a assinatura, concluindo o processo diplomático iniciado há quatro meses.
O texto prevê:
- Retirada gradual das forças estrangeiras do território iraniano;
- Suspensão imediata das sanções econômicas impostas por Washington;
- Reabertura do Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o fluxo global de petróleo e gás.
Segundo autoridades de ambos os países, a implementação começará nas próximas 48 horas, com supervisão de observadores internacionais. Acordos complementares sobre reconstrução civil e cooperação energética serão negociados em até 90 dias.
O impacto foi imediato nos mercados. Às 21h11 (horário de Brasília), os futuros em Nova York ampliavam ganhos: Dow Jones +0,4% e Nasdaq +0,8%. Já o petróleo WTI recuava 0,9%, cotado a US$ 75,33 o barril, refletindo a expectativa de normalização da oferta.
Especialistas ouvidos pela agência Reuters avaliam que o acordo diminui o risco de interrupções no fornecimento de energia e pode reduzir prêmios de risco geopolítico nos próximos trimestres.
Para o analista de política externa Amir Rahimi, “o memorando cria um quadro formal para resolver disputas bilaterais, algo inédito desde 1979, e sinaliza abertura para futuras negociações comerciais”.

Imagem: Equipe Mey Times
O Congresso dos EUA e o Parlamento iraniano precisam ratificar o texto, mas diplomatas consideram a aprovação “altamente provável”, dada a pressão internacional por estabilidade na região do Golfo.
No Brasil, investidores acompanham de perto os desdobramentos, pois a queda no preço do petróleo pode influenciar a inflação e, consequentemente, as decisões de política monetária.
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Crédito da imagem: REUTERS/Nathan Howard















