EUA fretam voos para retirar civis do Oriente Médio
EUA fretam voos para retirar civis do Oriente Médio. Em medida classificada como inédita por autoridades, Washington disponibilizará aeronaves militares e voos comerciais fretados para repatriar cidadãos que desejam deixar a região, marcada pela escalada do conflito com o Irã.
EUA fretam voos para retirar civis do Oriente Médio
O plano, anunciado nesta terça-feira (4), abrange cerca de 3 mil americanos que já mantêm contato direto com o Departamento de Estado. Segundo o secretário assistente para Relações Públicas Globais, Dylan Johnson, a prioridade é oferecer “rotas seguras e rápidas” para quem optar pelo retorno imediato.
A legislação norte-americana não obriga o governo a resgatar civis sem vínculo direto com a administração pública. Por isso, a iniciativa ganha caráter excepcional, comparável apenas à Operação Frequent Wind, no Vietnã (1975), e à retirada de Cabul, no Afeganistão (2021), quando Boeing C-17 Globemaster III e Lockheed C-130 Hercules decolaram rumo à Europa antes do embarque em aviões comerciais contratados.
Agora, a Casa Branca combinará aeronaves militares de grande porte com jatos de companhias privadas. Um número de telefone foi divulgado para orientar interessados sobre horários, pontos de partida e documentação necessária. Paralelamente, o governo incentiva a saída de cidadãos presentes em 14 países do Oriente Médio, considerados de alto risco.
A mudança de postura surge diante da previsão de confrontos até abril. Donald Trump, presidente dos EUA, mantém pressão para encerrar o programa nuclear e o arsenal de mísseis iraniano — fator que, segundo analistas, pode prolongar ataques de retaliação na região. O Pentágono acredita que a operação de evacuação ajude a reduzir críticas internas às ações militares em curso.

Imagem: Internet
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, detalhes logísticos adicionais serão divulgados “conforme a segurança permitir”. Enquanto isso, aeroportos estratégicos do Golfo e do Mediterrâneo já se preparam para receber os primeiros voos nas próximas semanas.
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Crédito da imagem: USN/John Owen















