EUA derrubam drone iraniano no Mar da Arábia, diz Pentágono
EUA derrubam drone iraniano no Mar da Arábia, diz Pentágono. Um caça da Marinha norte-americana abateu um veículo aéreo não tripulado do Irã que se aproximava de um porta-aviões em águas internacionais, informou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
EUA derrubam drone iraniano no Mar da Arábia, diz Pentágono
De acordo com nota enviada por e-mail, o drone “avançou agressivamente” em direção ao porta-aviões, ignorando manobras de diminuição de tensão. O incidente elevou ainda mais a temperatura entre Washington e Teerã, que já vinham trocando acusações desde o bombardeio norte-americano a três instalações nucleares iranianas em junho.
No mesmo dia, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou ter instruído o chanceler Abbas Araghchi a “buscar negociações justas e equitativas” com os Estados Unidos, desde que “haja um ambiente livre de ameaças e expectativas irrazoáveis”. A mudança de postura sugere aval do aiatolá Ali Khamenei à retomada de conversas que ele próprio havia descartado.
Turquia, Omã, Catar, Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos receberam convites para acompanhar possíveis encontros, segundo uma autoridade turca. Ainda não há confirmação de local ou data.
O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viaja pela região e deve se reunir nesta terça-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Israel pressiona para que qualquer acordo imponha a remoção do urânio enriquecido do território iraniano e o fim do apoio de Teerã a grupos aliados.
Em entrevista à emissora Al Mayadeen, Ali Shamkhani, conselheiro de segurança do líder supremo, afirmou que as conversas começariam de forma indireta e se concentrariam no programa nuclear. Ele reiterou que o Irã “não busca armas nucleares”, mas defendeu manter o enriquecimento de urânio a 60% — patamar considerado próximo ao nível militar.
Especialistas lembram que, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, o Irã é o único país sem arsenal que enriquece urânio nessa pureza. A falta de acesso da agência a instalações danificadas pelos ataques de junho mantém obscuro o volume real de material armazenado.

Imagem: J Gambrell The Associat
Enquanto isso, a rota marítima do Estreito de Ormuz segue tensa. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido relatou que um navio foi abordado por pequenas embarcações armadas em águas iranianas, possivelmente durante exercícios da Guarda Revolucionária.
Com o abate do drone e a possibilidade de diálogo em paralelo, analistas avaliam que Washington tenta pressionar Teerã militarmente e diplomaticamente ao mesmo tempo, estratégia que pode acelerar — ou implodir — qualquer entendimento.
Para acompanhar a evolução deste tema e outras atualizações sobre política externa, visite nossa cobertura completa na editoria Brasil.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















