EUA confirmam 140 soldados feridos em guerra com Irã
EUA confirmam 140 soldados feridos em guerra com Irã no 11º dia do confronto que abala o Oriente Médio e impacta mercados globais, informou o Pentágono nesta terça-feira.
EUA confirmam 140 soldados feridos em guerra com Irã
O Departamento de Defesa detalhou que, dos aproximadamente 140 militares norte-americanos atingidos desde 28 de fevereiro, 108 já retornaram ao serviço após lesões leves, oito permanecem em estado grave e sete morreram. A divulgação é a primeira desde o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.
Em Washington, o secretário de Defesa Pete Hegseth prometeu “o dia mais intenso de ataques” contra o Irã, citando “mais caças, mais bombardeiros e alvos melhor definidos”. Segundo o chefe do Estado-Maior, general Dan Caine, mais de 5 000 posições inimigas foram atingidas até agora.
Teerã respondeu com novos lançamentos de drones e mísseis contra Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Autoridades dos EAU confirmaram nove drones derrubados e relataram incêndios num polo petroquímico em Ruwais; seis mortes e 122 feridos foram contabilizados no país desde o início da guerra. No Bahrein, um projétil iraniano matou uma mulher de 29 anos e deixou oito feridos.
Israel, por sua vez, bombardeou localidades no Irã e no Líbano, onde combate militantes do Hezbollah. Sirenes soaram em Jerusalém e explosões foram ouvidas em Tel Aviv durante a interceptação de foguetes. O conflito já soma pelo menos 1 230 mortos no Irã, 397 no Líbano e 12 em Israel, conforme dados oficiais.
Além do custo humano, o choque pressiona a economia global. O barril de Brent chegou a US$ 120 na segunda-feira antes de recuar para cerca de US$ 90, ainda 24 % acima do nível pré-guerra. O Irã restringiu o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde passa 20 % do petróleo mundial, levando países produtores a redirecionar rotas. Analistas ouvidos pela Reuters alertam que um bloqueio prolongado pode frear o crescimento econômico.

Imagem: Internet
Internamente, autoridades iranianas descartam cessar-fogo. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou que “o agressor deve ser punido para aprender a lição”, enquanto o conselheiro Ali Larijani advertiu o presidente Donald Trump sobre represálias. Relatos da Associated Press indicam falta de energia em bairros de Teerã e milhares de civis buscando abrigo no interior.
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados contabiliza mais de 667 000 deslocados no Líbano e 85 000 novos refugiados na Síria desde o início das hostilidades, enquanto companhias aéreas suspendem voos para destinos no Golfo.
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Crédito da imagem: Associated Press















