EUA apreendem petroleiro na costa da Venezuela, diz Trump
EUA apreendem petroleiro na costa da Venezuela, anunciou o presidente Donald Trump nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. A operação, segundo ele, envolveu o maior navio já confiscado pelos Estados Unidos e intensificou o clima de tensão entre Washington e Caracas.
EUA apreendem petroleiro na costa da Venezuela, diz Trump
Trump, que desde 2019 pressiona o presidente venezuelano Nicolás Maduro a renunciar, afirmou que a carga de petróleo permanecerá sob controle norte-americano. “Nós ficamos com o petróleo, ao que parece”, declarou o republicano ao ser questionado sobre o destino do produto.
Em publicação na rede X, a procuradora-geral norte-americana Pamela Bondi informou que FBI, Departamento de Segurança Interna e Guarda-Costeira, com apoio das Forças Armadas, cumpriram mandado de apreensão contra um navio usado para transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã. Um vídeo de 45 segundos mostra helicópteros se aproximando da embarcação e agentes armados descendo por cordas.
A consultoria britânica Vanguard identificou o petroleiro como Skipper, anteriormente registrado como Adisa e já sancionado por Washington por suposto comércio de petróleo iraniano. Dados da TankerTrackers.com indicam que o navio deixou o terminal de José entre 4 e 5 de dezembro, carregando cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo pesado Merey.
A notícia impulsionou os preços internacionais: o Brent fechou em alta de 0,4%, a US$ 62,21, enquanto o WTI subiu ao mesmo ritmo, encerrando a US$ 58,46 o barril. Para o analista Rory Johnston, da Commodity Context, o confisco agrava preocupações imediatas de oferta, mas não altera fundamentalmente o mercado, pois “esses barris já permaneceriam sem destino definido por algum tempo”.
O governo Maduro classificou a ação como “roubo descarado”. Apesar do avanço das sanções, a Venezuela exportou mais de 900 mil barris diários em novembro, terceiro melhor resultado do ano, impulsionado pela importação de nafta para diluir o petróleo extra-pesado.

Imagem: Idrees Ali
Enquanto isso, a petrolífera Chevron, parceira da estatal PDVSA, informou que suas operações seguem normais, com embarques para os EUA crescendo de 128 mil para 150 mil barris diários em novembro. Especialistas lembram que, desde setembro, os EUA realizaram mais de 20 ataques contra supostas embarcações de drogas no Caribe, levantando dúvidas legais sobre a campanha militar. A controvérsia foi detalhada pela agência de notícias Reuters, reconhecida por sua cobertura internacional.
O episódio reforça o interesse estratégico de Washington na região, alinhado ao chamado “Corolário Trump” da Doutrina Monroe, que busca reafirmar a influência norte-americana no Hemisfério Ocidental.
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Crédito da imagem: Global News















