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EUA apreende dois petroleiros ligados à Venezuela

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EUA apreende dois petroleiros ligados à Venezuela

EUA apreende dois petroleiros ligados à Venezuela em operações simultâneas no Atlântico Norte e no Mar do Caribe, reforçando o bloqueio a embarcações que, segundo Washington, transportam petróleo venezuelano para financiar atividades ilícitas.

EUA apreende dois petroleiros ligados à Venezuela

O primeiro navio, anteriormente chamado Bella 1 e rebatizado como Marinera, navegava sob bandeira russa quando foi interceptado por forças norte-americanas no Atlântico Norte. A embarcação, alvo de sanções desde 2024, era suspeita de integrar uma “shadow fleet” que opera para uma empresa associada a uma facção libanesa do Hezbollah. Segundo autoridades dos Estados Unidos, o petroleiro já havia escapado a uma tentativa de abordagem da Guarda Costeira em dezembro de 2025.

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Horas depois, o Comando Sul dos EUA divulgou a apreensão do segundo navio, o M/T Sophia, considerado “apátrida”, em águas internacionais do Caribe. A ação fez parte da Operação Southern Spear, iniciativa que visa combater o comércio ilegal de petróleo e outras cargas na região.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que a coordenação envolveu Guarda Costeira, Departamento de Defesa, Justiça e Estado. Ela destacou que a mudança de nome e a pintura do casco do Bella 1 exemplificam “uma tentativa desesperada e fracassada de escapar da justiça”.

O Reino Unido apoiou a operação com aeronaves de vigilância, navio de apoio e bases militares, informou o Ministério da Defesa britânico. O secretário John Healey classificou o petroleiro como parte de “um eixo russo-iraniano de evasão de sanções”.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reiterou que o bloqueio continuará até que “somente comércio energético legítimo e aprovado por Washington” seja permitido. A abordagem ocorre após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, realizada dias antes.

Detalhes das apreensões, como mostrados em vídeos e fotos oficiais, reforçam a mensagem de que “não há esconderijo seguro”, declarou Noem. Já a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as ações demonstram “o poderio militar norte-americano sob a atual liderança”.

Mais informações sobre a operação podem ser lidas segundo a agência Reuters, que acompanha o desenvolvimento do caso.

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Crédito da imagem: U.S. European Command / X

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