EUA cogitam ação militar contra regime de Maduro na Venezuela
EUA cogitam ação militar contra regime de Maduro na Venezuela após o presidente Donald Trump ameaçar iniciar operações terrestres “muito em breve” contra o governo de Nicolás Maduro, acusado de chefiar um “narco-Estado” que abastece Estados Unidos e Europa com drogas e migrantes.
EUA cogitam ação militar contra regime de Maduro na Venezuela
Washington intensificou a pressão ao deslocar porta-aviões, destróieres e milhares de militares para o Caribe. Segundo o Pentágono, mais de 20 embarcações suspeitas de tráfico foram atacadas no Pacífico leste; pelo menos 80 pessoas morreram nessas ações, cuja legalidade vem sendo contestada no Congresso norte-americano.
Trump afirma que as rotas do tráfico são “bem conhecidas” e que a expansão da ofensiva pode incluir a atuação da CIA em território venezuelano. A designação do Cártel de Los Soles como organização terrorista, feita pelo Departamento de Estado no mês passado, permite que a Casa Branca use a lei de 2001 que autoriza ações militares contra grupos terroristas sem aval parlamentar.
Parlamentares democratas e republicanos, como o senador Rand Paul, defendem que apenas o Congresso pode aprovar guerras no exterior. Analistas alertam que um conflito direto poderia mergulhar a Venezuela em guerra civil prolongada, em um cenário comparado à invasão do Iraque em 2003.
O governo canadense, aliado histórico dos EUA, declarou acompanhar a situação, mas não participa das operações. Reportagem da BBC indica que Reino Unido e Canadá restringiram o compartilhamento de inteligência por temerem violação do direito internacional.
Maduro, reeleito em 2018 sob denúncias de fraude, é considerado ilegítimo pelo G7 e enfrenta sanções de Ottawa e Bruxelas. Mais de sete milhões de venezuelanos já deixaram o país, de acordo com a Human Rights Watch, em meio a colapso econômico e denúncias de violações de direitos humanos.
Em 2020, promotores norte-americanos indiciaram Maduro por narcoterrorismo e elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por sua captura. Para especialistas, combinar “guerra às drogas” e “guerra ao terror” se tornou a fórmula da estratégia conduzida pelo secretário de Estado Marco Rubio, que nega buscar mudança de regime, embora defenda pressão máxima para forçar a saída do líder chavista.
Trump teria dado a Maduro uma semana para deixar o poder durante conversa telefônica recente. O bloqueio do espaço aéreo venezuelano, anunciado dias depois, aumentou rumores de uma ofensiva iminente. O Conselho de Segurança Nacional dos EUA ainda analisa próximos passos.
No momento, a comunidade internacional tenta equilibrar sanções, diplomacia e a crescente ameaça de intervenção. Resta saber se prevalecerá o diálogo ou a força.
Para acompanhar desdobramentos e outras notícias sobre a região, visite nossa seção Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















