Estreito de Ormuz: EUA destinam US$20 bi em reseguro
Estreito de Ormuz: EUA destinam US$20 bi em reseguro para garantir o fluxo de petróleo e outras cargas após o Irã ameaçar embarcações que atravessam o ponto estratégico entre os golfos Pérsico e de Omã, responsável por cerca de 20% do comércio mundial de óleo.
Estreito de Ormuz: EUA destinam US$20 bi em reseguro
Na sexta-feira, a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciaram um acordo aprovado pelo presidente Donald Trump que oferece até US$ 20 bilhões em reseguro marítimo para a região. O pacote, classificado como “Maritime Reinsurance”, cobre riscos de guerra e busca restabelecer a confiança das seguradoras que operam rotas no Golfo.
“Estamos confiantes de que este plano fará o petróleo, a gasolina, o GNL, o querosene e os fertilizantes voltarem a circular pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o CEO da DFC, Ben Black, em comunicado.
Como funciona o reseguro e por que é decisivo
Após o início do conflito, seguradoras elevaram substancialmente seus prêmios devido à escalada de risco. O reseguro atua como uma apólice para as próprias seguradoras, permitindo que elas assumam riscos maiores sem repassar custos excessivos aos clientes. Segundo a DFC, a medida deve evitar cancelamentos de fretes e impedir gargalos no abastecimento global.
Relatório da Agência Internacional de Energia destaca que qualquer interrupção prolongada em Ormuz pode afetar severamente o mercado energético internacional, elevando preços e pressionando a inflação em diversos países.
Reação do mercado de petróleo
Desde a escalada das tensões, o barril do Brent saltou de US$ 64 para mais de US$ 90. Analistas apontam que a intervenção norte-americana visa justamente impedir novas disparadas, já que custos de combustíveis impactam diretamente transporte, produção industrial e, consequentemente, o bolso do consumidor.

Imagem: Internet
O Tesouro dos EUA também sinalizou possível suporte militar para escoltar navios, reforçando o compromisso de manter aberta a principal artéria do comércio petroleiro mundial.
Com a injeção de recursos e a cobertura de riscos, Washington pretende apoiar empresas americanas e de nações aliadas que dependem das rotas do Golfo, mitigando o impacto econômico da crise com o Irã.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















