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Escassez de chips de memória deve durar até 2026

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Escassez de chips de memória deve durar até 2026

Escassez de chips de memória deve durar até 2026 é o alerta feito pela fabricante Micron, que prevê falta prolongada de componentes devido à crescente demanda por inteligência artificial (IA).

Demanda por IA drena a oferta de DRAM e NAND

Durante a divulgação de resultados trimestrais na quarta-feira (17), o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, afirmou que as “condições restritivas” dos mercados de memória DRAM e flash NAND permanecerão “em 2026 e além”. Segundo o executivo, os data centers para IA exigem chips de alta largura de banda (HBM), que consomem três vezes mais wafers de silício que um DRAM convencional, reduzindo a capacidade destinada a outros dispositivos.

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A própria Micron colhe benefícios imediatos: a receita no último trimestre atingiu US$ 13,64 bilhões, salto expressivo em relação aos US$ 8,71 bilhões do mesmo período de 2023. O avanço foi impulsionado por contratos com OpenAI, Meta, Microsoft e Google, todos sedentos por mais HBM para treinar e operar modelos de IA.

Mercado consumidor sentirá o impacto

Para priorizar acordos mais lucrativos, a Micron encerrou a divisão voltada ao consumidor final, Crucial, concentrando-se nos grandes compradores corporativos. Como consequência, a oferta de chips de memória para PCs e smartphones deve diminuir, elevando custos de produção e, inevitavelmente, o preço de venda desses produtos.

No relatório, a empresa antecipa que as remessas de computadores pessoais cairão já em 2025. O segmento de celulares – especialmente aparelhos de entrada – também deve sofrer com menor disponibilidade de componentes e aumento de valores, forçando fabricantes a enxugar portfólios.

Oferta insuficiente mesmo com expansão

Embora invista na ampliação de capacidade, a Micron admite que a oferta continuará abaixo da demanda. Especialistas ouvidos pela Reuters observam que o desequilíbrio estrutural tende a persistir até que novas fábricas entrem em operação, processo que costuma levar anos.

Em resumo, a prolongada escassez de chips de memória decorre do avanço acelerado da IA, que devora recursos industriais destinados a dispositivos de consumo. Se você quer acompanhar outras análises sobre tecnologia e mercado, visite nossa editoria de Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Michael Vi / Shutterstock

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