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Equidade no SUS: Programa fortalece comitês na Macro Leste

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Equidade no SUS: Programa fortalece comitês na Macro Leste

Equidade no SUS: Programa fortalece comitês na Macro Leste mobiliza municípios da região Leste de Minas em ações de formação e integração entre serviço e universidade, com foco na valorização e no respeito às diversidades nos atendimentos do Sistema Único de Saúde.

Oficinas presenciais impulsionam capacitação regional

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Governador Valadares, em conjunto com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordena o PET-Saúde Equidades, iniciativa que aproxima estudantes, profissionais e docentes na identificação de fragilidades e na construção de soluções para promover a equidade no SUS.

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Cada Grupo de Trabalho (GT) reúne oito estudantes, dois preceptores do serviço e dois tutores da UFJF. O GT 3 completou o primeiro ciclo de três oficinas na microrregião de Mantena, cujo material produzido tornou-se referência para as demais áreas de saúde.

Fernanda Mello, referência técnica da Coordenação de Rede de Atenção à Saúde da SRS, destaca que a carência de educação permanente foi a principal vulnerabilidade apontada. “O encontro presencial amplia o diálogo e enriquece as discussões”, afirmou.

Segundo Pollyana Cardoso, docente da UFJF, o projeto deixa “um legado de letramento, estudo e inspiração” para que profissionais sejam agentes de transformação nos territórios, fortalecendo comitês municipais de equidade e apoiando o monitoramento da política estadual.

Durante as oficinas, a psicóloga Sabrina Bertolini, do coletivo Abayomi, conduziu debate sobre práticas antirracistas e a importância do cuidado adequado à população negra. Para a enfermeira Íria Oliveira, de Divino das Laranjeiras, a capacitação “nos levou a refletir e conscientizar a equipe sobre tratar cada pessoa com igualdade, respeito e empatia”.

O PET-Saúde é uma ação conjunta dos ministérios da Saúde e da Educação destinada a integrar ensino, serviço e comunidade. As atividades abrangem ensino, pesquisa e extensão, considerando gênero, raça, etnia, sexualidade, identidade de gênero, deficiências e saúde mental das trabalhadoras.

No Leste mineiro, a expectativa é que os conteúdos didáticos produzidos pelos GTs consolidem protocolos e metodologias capazes de enfrentar estruturas machistas, homofóbicas, transfóbicas e racistas, garantindo atenção qualificada e humanizada em toda a rede.

Fique por dentro de outras ações de saúde pública acessando nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas iniciativas que reforçam a equidade no SUS.

Crédito da imagem: Fotos: Geovana Ferreira

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