Envenenamento por cogumelos: sobrevivente lamenta mortes
Envenenamento por cogumelos foi o termo usado por Ian Wilkinson, 69, único sobrevivente do almoço fatal na Austrália, ao afirmar sentir-se “meio vivo” depois de perder a esposa e dois amigos envenenados com Amanita phalloides, o cogumelo «death cap».
Sentença para Erin Patterson será definida em 8 de setembro
Wilkinson leu sua declaração de impacto nesta segunda-feira (05) diante da Suprema Corte do estado de Victoria, em Melbourne. Erin Patterson, 50 anos, foi considerada culpada em julho por três homicídios — Don e Gail Patterson, ambos de 70 anos, e Heather Wilkinson, 66 — e uma tentativa de homicídio contra o próprio Ian, todos envenenados durante um almoço de beef Wellington servido em julho de 2023.
A Promotoria exige prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A defesa, por sua vez, pleiteia que Patterson possa requerer livramento após 30 anos. O veredicto definitivo será anunciado em 8 de setembro.
“Sinto-me meio vivo”, diz único sobrevivente
Emocionado, Wilkinson descreveu a falecida esposa, Heather, como “cheia de amor e autocontrole”. Ele criticou a atenção dada aos criminosos, “enquanto pouco se fala de quem faz o bem”. Mesmo assim, ofereceu perdão à acusada: “Minha oração é que ela use o tempo na prisão para se tornar alguém melhor”.
O sobrevivente também lamentou a perda de Don e Gail, pais do ex-marido de Erin. “Minha vida ficou empobrecida sem eles”, afirmou, ressaltando que a ré demonstrou “desprezo frio e calculado” pelas vítimas.
Detalhes do crime e investigação
A acusação sustenta que Patterson tinha duas faces: em público, mantinha boa relação com os sogros; em privado, nutria ressentimentos. No almoço, ela teria separado o prato que consumiu dos pratos servidos às vítimas, levantando suspeitas. Todos os convidados foram hospitalizados no dia seguinte; Wilkinson sobreviveu após transplante de fígado.
Imagem: Katie Scott Global New
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a ingestão de «death cap» pode causar falência hepática e exigir transplante urgente, cenário vivido por Wilkinson.
Se condenada ao máximo previsto, Patterson poderá recorrer da sentença até 30 dias após a publicação.
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Crédito da imagem: Global News/The Associated Press















